Blog

DÓGMA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

14/08/2013 00:02

Dogma proclamado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, na Constituição Munificentisimus Deus

CIC. 966 – “Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminando o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A assunção da Virgem Maria é uma participação singular na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.

Nossa Senhora foi assunta ao céu? Qual a fundamentação bíblica?

Para podermos pensar na assunção de Nossa senhora, precisamos antes pensar em sua “Imaculada conceição” Dogma proclamado em 8/dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX

Lc.1,28: “Ave-cheia de graça, o Senhor é contigo”.  Estas palavras do Anjo Gabriel é a fundamentação bíblica para o Dógma da Imaculada Conceição de N.Senhora, que ela, unicamente ela,  foi concebida sem a mancha do pecado original.

Romanos 5,12: “Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram”. Romanos 6,23:Porque o salário do pecado é a morte”.

Uma vez que Maria foi preservada por Deus da mancha do pecado original para que ela pudesse ser a Mãe puríssima do Salvador e também nunca pecou em toda a sua vida, ela não precisou morrer. Dizemos então que Nossa Senhora não morreu, seu corpo foi “transformado” e elevado ao céu (assunção).

Acha isso impossível? Já no antigo testamento aconteceu um arrebatamento, livro de Reis 2,11:Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num turbilhão”. 

Nossa Senhora é a primeira, depois de Jesus, a entrar no céu de corpo e alma. Todos os demais cristãos esperarão a segunda vinda de Jesus.

1ª Cor. 15,51-52:Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará), os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”.

A MISSA É O SANTO SACRIFÍCIO

02/06/2013 16:30

Encíclicas          

Direito canônico sobre a Santíssima Eucaristia

Do Código de Direito Canônico da Igreja

Face à importância da Santíssima Eucaristia na vida da Igreja, transcrevemos aqui os cânones (artigos) mais importantes sobre as normas que regem este augusto Sacramento. Como são poucas as pessoas leigas que têm acesso ao Código de Direito Canônico da Igreja, achamos oportuno mostrar este assunto.

               A MISSA É O “SANTO SACRIFÍFIO” DA CRUZ

Cân. 897 – Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O Sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.

Cân. 899 - § 1. A celebração da Eucaristia é ação do próprio Cristo e da Igreja, na qual, pelo mistério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as espécies de pão e de vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis unidos à sua oblação.

Cân. 900 - § 1. Somente o sacerdote validamente ordenado é o ministro que, fazendo as vezes de Cristo, é capaz de realizar o sacramento da Eucaristia.

Cân. 904 – Lembrando-se sempre que no mistério do Sacrifício Eucarístico se exerce continuamente a obra da salvação, os sacerdotes celebrem freqüentemente; e mais, recomenda-se com insistência a celebração cotidiana, a qual, mesmo não se podendo ter presença de fiéis, é um ato de Cristo e da Igreja, em cuja realização os sacerdotes desempenham seu múnus principal.

         PECADO GRAVE É OBSTÁCULO PARA A COMUNHÃO EUCARÍSTICA

Cân.9l5 - Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos(*), depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto» (*ex.os divorciados novamente casados).

Cân. 916 – Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

Cân. 918 – Recomenda-se sumamente que os fiéis recebam a sagrada comunhão na própria celebração eucarística; seja-lhes, contudo, administrada fora da missa quando a pedem por causa justa, observando-se os ritos litúrgicos.

          JEJUM EUCARÍSTICO

Cân. 919 § 1.– Quem vai receber a sagrada Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida , excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão. (exceção para pessoas idosas e enfermas e quem cuida delas, §3)

Cân. 943 – Ministro da exposição do santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou diácono; em circunstâncias especiais, apenas da exposição e remoção, mas não da bênção, é o acólito, um ministro extraordinário da comunhão eucarística, ou outra pessoa delegada pelo Ordinário local, observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

Papa João Paulo II

A Eucaristia é memorial das maravilhas de Deus

1. Entre os múltiplos aspectos da Eucaristia ressalta o do "memorial", que está relacionado com um tema bíblico de primeira importância. Lemos, por exemplo, no livro do Êxodo: "Deus recordou-se da Sua aliança com Abraão e Jacob" (2, 24). No Deuteronómio, ao invés, diz-se: "Lembra-te do Senhor, teu Deus" (8, 18). "Recorda-te daquilo que o Senhor, teu Deus, fez..." (7, 18). Na Bíblia, a recordação de Deus e a lembrança do homem entrelaçam-se e constituem uma componente fundamental na vida do povo de Deus. Porém, não se trata da mera comemoração de um passado já extinto, mas sim de um zikkarôn, isto é, de um "memorial". "Não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez por amor dos homens. Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tornam-se de certo modo presentes e actuais" (Catecismo da Igreja Católica, n. 1363). O memorial lembra um laço de aliança que jamais cessa: "O Senhor se lembre de nós e nos abençoe" (Sl 115, 12).

Por conseguinte, a fé bíblica implica a recordação eficaz das maravilhosas obras da salvação. Elas são professadas no "Grande Hallel", o Salmo 136, que depois de ter proclamado a criação e a salvação oferecida a Israel no Êxodo conclui: "Ele lembrou-se de nós na nossa humilhação, porque o seu amor é para sempre (...) Ele livrou-nos (...) dá o pão a todo o ser vivo, porque o seu amor é para sempre" (Sl 136, 23-25). Encontraremos palavras semelhantes no Evangelho, nos lábios de Maria e de Zacarias: "Ele socorre Israel, Seu servo, lembrando-Se da Sua misericórdia (...) e recordando-Se da Sua santa aliança" (Lc 1, 54.72).

2. No Antigo Testamento, o "memorial" por excelência das obras de Deus na história era a liturgia pascal do Êxodo: cada vez que o povo de Israel celebrava a Páscoa, Deus oferecia-lhe, de modo eficaz, o dom da liberdade e da salvação. Portanto, no rito pascal cruzavam-se as duas recordações, a divina e a humana, isto é, a graça salvífica e a fé reconhecida: "Este dia será para vós um memorial; celebrai-o como festa do Senhor (...) Isto servirá como sinal no braço e faixa na fronte, para que tenhas na tua boca a lei do Senhor que te tirou do Egipto com mão forte" (Êx 12, 14; 13, 9). Em virtude deste acontecimento, como afirmava um filósofo judeu, Israel será sempre "uma comunidade assente na recordação" (M. Buber).

3. O laço entre a recordação de Deus e a lembrança do homem está também no centro da Eucaristia, que é o "memorial" por excelência da Páscoa cristã. A "anamnese", isto é, o acto de recordar, é efectivamente o coração da Celebração; o sacrifício de Cristo, acontecimento único, realizado ef'hapax, isto é, "de uma vez para sempre" (Hb 7, 27; 9, 12.26; 10, 12), difunde a sua presença salvífica no tempo e no espaço da história humana. Isto é expresso no imperativo final que Lucas e Paulo relatam na narração da Última Ceia: "Isto é o Meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de Mim... Este cálice é a Nova Aliança no Meu sangue; todas as vezes que beberdes dele, fazei-o em memória de Mim" (1 Cor 11, 24-25; cf. Lc 22, 19). O passado do "corpo dado por nós" na cruz apresenta-se vivo ainda hoje e, como declara Paulo, abre-se ao futuro da redenção final: "Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha" (1 Cor 11, 26). A Eucaristia é, pois, memorial da morte de Cristo, mas também presença do seu sacrifício e antecipação da sua vinda gloriosa. É o sacramento da contínua proximidade salvadora do Senhor ressuscitado na história. Assim, compreende-se a exortação de Paulo a Timóteo: "Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos" (2 Tm 2, 8). Esta recordação vive e actua de maneira especial na Eucaristia.

4. O evangelista João explica-nos o sentido profundo da "recordação" das palavras e dos acontecimentos de Cristo. Perante o gesto de Jesus que purifica o templo dos mercadores e anuncia que este será destruído e de novo levantado em três dias, ele faz notar: "Quando Ele ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que Jesus tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus" (Jo 2, 22). Esta memória que gera e alimenta a fé é obra do Espírito Santo "que o Pai enviará em nome" de Cristo: "Ele ensinar-vos-á todas as coisas e vos fará recordar tudo o que Eu vos disse" (Jo 14, 26). É, portanto, uma recordação eficaz: a interior, que conduz à compreensão da Palavra de Deus, e a sacramental que se realiza na Eucaristia. São as duas realidades da salvação, que Lucas uniu na esplêndida narração dos discípulos de Emaús, feita claramente pela explicação das Escrituras e do "partir o pão" (cf. Lc 24, 13-35).

5. Portanto, "recordar" é "trazer de novo ao coração" com a memória e o afecto, mas também celebrar uma presença. "A Eucaristia, verdadeiro memorial do mistério pascal de Cristo, é capaz de manter viva em nós a memória do seu amor. Por isso, ela é o segredo da vigilância da Igreja: diversamente, sem a eficácia desta lembrança contínua e dulcíssima, e sem a força penetrante deste olhar do seu Esposo fixo sobre ela, ser-lhe-ia muito fácil cair no esquecimento, na insensibilidade e na infidelidade" (Carta Apostólica Patres Ecclesiae, III: Ench. Vat., 7, 33). Esta exortação à vigilância torna as nossas liturgias eucarísticas abertas à vinda do Senhor na plenitude, à manifestação da Jerusalém celeste. Na Eucaristia, o cristão alimenta a esperança do encontro definitivo com o seu Senhor.

 

 

 

 

 

 

https://www.vatican.va/img/vuoto.gif

EUCARISTIA

DECLARAÇÃO DO CONSELHO PONTIFÍCIO
 PARA OS TEXTOS LEGISLATIVOS

 (Interpretação do Cân.915 para os interditos à sagrada comunhão Eucarística dos divorciados e novamente casados)

Código de Direito Canónico estabelece que: «Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto» (cân. 915). Nos últimos anos, alguns autores têm sustentado, com base em diferentes argumentos, que este cânon não seria aplicável aos fiéis divorciados que contraíram novas núpcias. Reconhece-se que a Exortação ApostólicaFamiliaris consortio de 1981 reafirma, no n. 84, a mesma proibição em termos inequívocos, e que esta tem sido expressamente reiterada, especialmente em 1992 pelo Catecismo da Igreja Católica, n.º 1650, e em 1994 pela Carta Annus internationalis Familiae da Congregação para a Doutrina da Fé. Apesar disso, os referidos autores propugnam várias interpretações do mencionado cânon, as quais, na prática, coincidem em excluir do mesmo a situação dos divorciados novamente casados. Por exemplo, porque o texto fala de «pecado grave», seriam necessárias todas as condições, mesmo as subjectivas, requeridas para a existência de um pecado mortal, razão pela qual o ministro da Comunhão não poderia emitir ab externo um juízo do género; ademais, para que se fale de perseverar «obstinadamente» naquele pecado, seria necessário verificar-se no fiel uma atitude de desacato, após uma legítima admonição por parte do Pastor.

Face a este pretenso contraste entre a disciplina do Código de 1983 e os ensinamentos constantes da Igreja nessa matéria, este Conselho Pontifício, de acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé e com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, declara quanto segue:

1. A proibição feita no citado cânon, por sua natureza, deriva da lei divina e transcende o âmbito das leis eclesiásticas positivas: estas não podem introduzir modificações legislativas que se oponham à doutrina da Igreja. O texto das Escrituras ao qual a Tradição eclesial sempre remonta é o de São Paulo: «E, assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se cada qual a si mesmo e, então, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação» (1 Cor 11, 27-29).

Este texto diz respeito primeiramente ao próprio fiel e à sua consciência, e isto está formulado pelo Código no sucessivo cânon 916. Porém o ser-se indigno por se achar em estado de pecado põe também um grave problema jurídico na Igreja: precisamente ao termo «indigno» se refere o cânon do Código dos Cânones das Igrejas Orientais que é paralelo ao cân. 915 latino: «Devem ser impedidos de receber a Divina Eucaristia aqueles que são publicamente indignos» (cân. 712). Com efeito, receber o Corpo de Cristo sendo publicamente indigno constitui um dano objectivo para a comunhão eclesial; é um comportamento que atenta aos direitos da Igreja e de todos os fiéis de viver em coerência com as exigências dessa comunhão. No caso concreto da admissão dos fiéis divorciados novamente casados à Sagrada Comunhão, o escândalo, concebido qual ação que move os outros para o mal, diz respeito simultaneamente ao sacramento da Eucaristia e à indissolubilidade do matrimónio. Tal escândalo subsiste mesmo se, lamentavelmente, um tal comportamento já não despertar alguma admiração: pelo contrário, é precisamente diante da deformação das consciências, que se torna mais necessária por parte dos Pastores, uma acção tão paciente quanto firme, em tutela da santidade dos sacramentos, em defesa da moralidade cristã e pela reta formação dos fiéis.

2. Qualquer interpretação do cân. 915 que se oponha ao conteúdo substancial, declarado ininterruptamente pelo Magistério e pela disciplina da Igreja ao longo dos séculos, é claramente fonte de desvios. Não se pode confundir o respeito pelas palavras da lei (cfr. cân. 17) com o uso impróprio das mesmas palavras como instrumentos para relativizar ou esvaziar a substância dos preceitos.

A fórmula «e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto» é clara e deve ser compreendida de modo a não deformar o seu sentido, tornando a norma inaplicável. As três condições requeridas são:

a) o pecado grave, entendido objetivamente, porque da imputabilidade subjetiva o ministro da Comunhão não poderia julgar;

b) a perseverança obstinada, que significa a existência de uma situação objetiva de pecado que perdura no tempo e à qual a vontade do fiel não põe termo, não sendo necessários outros requisitos (atitude de desacato, admonição prévia, etc.) para que se verifique a situação na sua fundamental gravidade eclesial;

c) o carácter manifesto da situação de pecado grave habitual.

Não se encontram, porém, em situação de pecado grave habitual os fiéis divorciados novamente casados que, por sérios motivos – quais, por exemplo, a educação dos filhos – não podendo «satisfazer a obrigação da separação, assumem o compromisso de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges» (Familiaris consortio, n.º 84), e que, com base em tal propósito, receberam o sacramento da Penitência. Visto que o facto de tais fiéis não viverem more uxorio é de per si oculto, ao passo que a situação de divorciados novamente casados é de per si manifesta, eles poderão aceder à Comunhão eucarística somente remoto escândalo.

3. Naturalmente a prudência pastoral aconselha vivamente a evitar que se chegue a casos de recusa pública da sagrada Comunhão. Os Pastores devem esforçar-se para explicar aos fiéis envolvidos o verdadeiro sentido eclesial da norma, de modo que a possam compreender ou ao menos respeitar. Quando, porém, se apresentarem situações em que tais precauções não tenham obtido efeito ou não tenham sido possíveis, o ministro da distribuição da Comunhão deve recusar-se a dá-la a quem seja publicamente indigno. Fá-lo-á com extrema caridade e procurará explicar no momento oportuno as razões que a tanto o obrigaram. Deve, porém, fazê-lo com firmeza, consciente do valor que estes sinais de fortaleza têm para o bem da Igreja e das almas.

O discernimento dos casos de exclusão da Comunhão Eucarística dos fiéis que se encontrem na condição descrita pertence ao Sacerdote responsável pela comunidade. Ele dará instruções precisas ao diácono ou ao eventual ministro extraordinário acerca do modo de se comportar nas situações concretas.

4. Considerando a natureza da já mencionada norma (cfr. n. 1), nenhuma autoridade eclesiástica pode dispensar em caso algum desta obrigação do ministro da sagrada Comunhão, nem emanar diretrizes que a contradigam.

5. A Igreja reafirma a sua solicitude materna para com os fiéis que se acham nesta situação ou em outras análogas, que os impeçam de ser admitidos à mesa eucarística. O que se afirma nesta Declaração não está em contradição com o grande desejo de favorecer a participação desses filhos na vida eclesial, que se pode já exprimir em muitas formas compatíveis com a sua situação. Mas o dever de reafirmar esta impossibilidade de admitir à Eucaristia é condição de verdadeira pastoralidade, de autêntica preocupação pelo bem destes fiéis e de toda a Igreja, porque indica as condições necessárias para a plenitude da conversão à qual todos estão sempre convidados pelo Senhor, especialmente durante este Ano Santo do Grande Jubileu.

Do Vaticano, 24 de junho de 2000, Solenidade da Natividade de São João Baptista.

REDEMPTIONIS SACRAMENTUM - CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS:

"3. CELEBRAÇÕES PARTICULARES QUE SE REALIZAM NA AUSÊNCIA DO SACERDOTE 

(Sobre a Celebração da Palavra e a Santa Missa)

[162.] A Igreja, no dia que se chama «domingo», reúne-se fielmente para comemorar a ressurreição do Senhor e todo o mistério pascal, especialmente pela celebração da Missa.[263] De fato, «nenhuma comunidade cristã se edifica se não tem sua raiz e tronco na celebração da Santíssima Eucaristia».[264] Pois o povo cristão tem direito a que seja celebrada a Eucaristia em seu favor, aos domingos e festas de preceito, ou quando ocorram outros dias festivos importantes, e também diariamente, na medida do possível. Por isto, quando no domingo há dificuldade para a celebração da Missa, na igreja paroquial ou noutra comunidade de fiéis, o Bispo diocesano busque as soluções oportunas, juntamente com o presbitério.[265] Entre as soluções, as principais serão chamar para isto a outros sacerdotes ou que os fiéis se transladem para outra igreja de um lugar circunvizinho, para participar do mistério eucarístico.[266] 

[163.] Todos os sacerdotes, a quem tem sido entregue o sacerdócio e a Eucaristia «para» os outros,[267] lembrem-se de que seu encargo é para que todos os fiéis tenham oportunidade de cumprir com o preceito de participar na Missa do domingo.[268] Por sua parte, os fiéis leigos têm direito a que nenhum sacerdote, a não ser que exista verdadeira impossibilidade, nunca rejeite celebrar a Missa em favor do povo, ou que esta seja celebrada por outro sacerdote, se de diverso modo não se pode cumprir o preceito de participar na Missa, no domingo e nos outros dias estabelecidos. 

(O Caráter “extraordinário” da Celebração da Palavra):

[164.] «Quando falta o ministro sagrado ou outra causa grave fez impossível a participação na celebração eucarística»,[269] o povo cristão tem direito a que o Bispo diocesano, quando possível, procure que se realize alguma celebração dominical para essa comunidade, sob sua autoridade e conforme às normas da Igreja. Por isso, esta classe de Celebrações dominicais especiais, devem ser consideradas sempre como absolutamente extraordinárias. Portanto, quer sejam diáconos ou fiéis leigos, todos os que têm sido encarregados pelo Bispo diocesano para tomar parte neste tipo de Celebrações, «considerarão como mantida viva na comunidade uma verdadeira “fome” da Eucaristia, que leve a não perder ocasião alguma de ter a celebração da Missa, inclusive aproveitando a presença ocasional de um sacerdote que não esteja impedido pelo direito da Igreja para celebrá-la».[270] 

(Não se deve confundir Celebração da Palavra com a Santa Missa):

[165.] É necessário evitar, diligentemente, qualquer confusão entre este tipo de reuniões e a celebração eucarística.[271] Os Bispos diocesanos, portanto, valorizem com prudência se deve distribuir a sagrada Comunhão nestas reuniões. Convém que isto seja determinado, para promover uma maior coordenação, pela Conferência de Bispos, de modo que alcançada a resolução, a apresentará à aprovação da Sé apostólica, mediante a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Além disso, na ausência do sacerdote e do diácono, será preferível que as diversas partes possam ser distribuídas entre vários fiéis, em vez de que um só dos fiéis leigos dirija toda a celebração. Não convém, em nenhum momento, que se diga que um fiel leigo «preside» a celebração. 

(O Caráter “extraordinário” da Celebração da Palavra):

[166.] Assim mesmo, o Bispo diocesano, a quem somente corresponde este assunto, não conceda com facilidade que este tipo de Celebrações, sobretudo se entre elas se distribui a sagrada Comunhão, revivendo-se nos dias feriais e, sobretudo, nos lugares onde o domingo precedente, ou o seguinte, se tem podido ou se poderá celebrar a Eucaristia. Roga-se vivamente aos sacerdotes que, ao ser possível, celebrem diariamente a santa Missa pelo povo, em uma das igrejas que lhes têm sido confiadas. 

[167.] «De maneira parecida, não se pode pensar em substituir a santa Missa dominical com Celebrações ecumênicas da Palavra ou com encontros de oração em comum com cristãos membros de outras [...] comunidades eclesiais, ou bem com a participação em seu serviço litúrgico».[272] Se por uma necessidade urgente, o Bispo diocesano permitir ad actum a participação dos católicos, vigiem os pastores para que entre os fiéis católicos não se produza confusão sobre a necessidade de participar na Missa de preceito, também nestas ocasiões, a outra hora do dia.[273] "

CIC.1364: “Quando a Igreja celebra a Eucaristia, faz memória da páscoa de Cristo, e esta se torna presente:  o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz tona-se sempre atual. Todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pelo qual Cristo nossa páscoa foi imolado, opera-se a obra da nossa redenção”.

 

POLITEÍSMO/MONOTEÍSMO

31/05/2013 22:34

POLITEÍSMO: Crença em vários deuses
Mitologia greco-romana é o conjunto de mitos e lendas das tradições gregas e romanas da antiguidade que fundiram-se com a conquista da Grécia pelo Império Romano
Os gregos e os romanos construiram diversos templos para seus deuses, locais em que faziam orações e rituais, entre que se incluíam sacrifícios de animais. Os deuses gregos eram semelhantes aos deuses romanos. O que muda são apenas os nomes. Na religião grega, os nomes são em grego. Na religião romana, os nomes são em latim.
Muitos poetas da época afirmavam que a crença mitológica e politeísta baseava-se no centro de poder da época, tendo deuses e costumes de se adaptar a sua localização: mesmo com nomes e oferendas diferentes, a estrutura mitológica era a mesma no Egito, na Grécia e em Roma, assim como seus respectivos deuses supremos tiveram de ser adaptados aos centros dominantes de cada momento
Deus Grego Deus Romano Função ou Característica
Zeus Júpiter Pai dos deuses e dos homens, principal deus do Olimpo.

DEUSES

Grego/Romano - função

Cronos/Saturno - Deus do tempo, pai de Zeus. Pertencia à raça dos titãs.
Hera/Juno - Rainha dos deuses, esposa de Zeus.
Hefesto/Vulcano - Artista do Olimpo, fazia os raios que Zeus lançava sobre os mortais. Filho de Zeus e Hera.
Poseidon/Netuno - Senhor do oceano, irmão de Zeus.

Hades/Plutão - Senhor do reino dos mortos, irmão de Zeus.
Ares/Marte - Deus da guerra, filho de Zeus e Hera.
Apolo/Febo - Deus do sol, da arte de atirar com o arco, da música e da profecia. Filho de Zeus e Latona.
Artemis/Diana - Deusa da caça e da lua, irmã de Apolo.
Afrodite/Vênus - Deus da beleza e do amor, nasceu das espumas do mar.
Eros/Cupido - Deus do amor, filho de Vênus.
Palas/Minerva - Deusa da sabedoria, nasceu da cabeça de Zeus.
Deméter Ceres - Deusa da agricultura, filha de Cronos e Ops.
Hermes/Mercúrio - Deus da destreza e da habilidade, cultuado pelos comerciantes. Filho e mensageiro de Zeus.

 

MONOTEÍSMO: CRENÇA EM UM ÚNICO DEUS
Iniciado em Abraão, 2000 anos A. C.  Apenas algumas nações proclamaram a fé num único Deus:
Judaísmo:    Javé  (Yhaveh)   
Cristianismo: Javé
Islamismo:   Alá

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

14/04/2013 22:24

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Chamamos de dons às capacidades com as quais Deus reveste os seres humanos, inatas ou não.

Jesus Cristo “Sacerdote, Profeta e Rei”

CIC.783-786 e 901 a 913:  Ao entrar no Povo de Deus pela fé e pelo batismo, recebemos a participação nas três funções(múnus) de Cristo, tornando-nos, como Ele,  Sacerdote, Profeta e Rei (I Pd.2,9).

Múnus Sacerdotal: Consagrados a Cristo e ungidos pelo Espírito Santo, todas as nossas obras, descanso, provações pacientemente suportadas se tornam “hóstias espirituais”(sacrifícios), oferecidas ao Pai na mesma oferta de Jesus na celebração da Eucaristia “Por Cristo, com Cristo e em Cristo”.

Múnus Profético: Com o testemunho de vida e pelo anúncio da Palavra, participamos do múnus profético de Cristo.

Múnus Régio: Ser Rei é ser “Senhor” de si mesmo e não dos outros. A nossa participação no múnus Régio de Cristo nos torna livres, capazes de submeter e governar nosso próprio corpo e alma; é livre quem não se deixa aprisionar por uma escravidão culposa. O exercício do ministério régio age também no mundo, impregnando-o de valores morais e combatendo as estruturas de pecado.

Segundo a graça e os carismas recebidos do Senhor, o leigo coopera com os pastores nos serviços, para a edificação da Igreja.

(Os Dons Carismáticos são participação no Múnus Régio de Cristo que, por um poder extraordinário, “submete” a natureza ao seu domínio.

 

1Cor 12,1ss: “Sobre os dons Espirituais, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância”.

                      CIC.797-801 e 2000-2005)

DOM: Graça concedida por Deus aos batizados.

GRAÇA: “A graça é, antes de tudo e principalmente, o dom do Espírito Santo que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente os dons que o Espírito Santo nos concede para nos associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. Existem as graças sacramentais, vinda dos sacramentos e as graças especiais, chamadas de “carismas”, às vezes de caráter extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas...se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço da caridade, que edifica a Igreja”.

Favor gratuito de Deus, permanente ou habitual ou ainda, graça santificante(ou deificante), são  disposições permanentes para viver e agir conforme o chamado divino, tornando-nos agradáveis a Deus. São recebidas no batismo. Perdida pelo pecado mortal, é restituída pelo arrependimento e confissão sacramental.

Sendo de ordem sobrenatural, a graça escapa à nossa experiência e só pode ser conhecida pela fé”.

CARISMA: Graças especiais ou extraordinárias. São atuais e não permanentes, para a missão, isto é, para a edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Se autênticos, São uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o corpo de Cristo. Cabe aos pastores seu discernimento afim de que cooperem para o bem comum.

 

Vamos distinguir entre os dons naturais, ordinários e extraordinários

Dons naturais (ou talentos):

São aptidões naturais(inatas) que o Espírito Santo dá a todo ser humano: voz boa para cantar, facilidade para a música, para a comunicação, para a liderança, para exercer profissões.

Embora sejam talentos naturais, se desenvolvem melhor com o esforço da pessoa e até podem obtê-lo quem não os tem naturalmente, mas exercita, se esforça por adquiri-lo.

 

Dons ordinários:

Ordinário é tudo aquilo que é comum: todos os batizados possuem.

Os dons ordinários são dons do Espírito Santo, dado a todo batizado para a sua santificação. São chamados “infusos” porque são infundidos no batismo e reforçados no Crisma,  ou ainda, “graça santificante” “graça batismal”, “graça habitual ou “permanente”.São eles:

Sabedoria, entendimento, conselho, força, ciência, piedade e temor de Deus.  

São sementes de santificação. Quem dá a semente é o Espírito Santo. O crescimento é obra conjunta do Espírito Santo e do batizado. Deus nos deu o campo: a vida; deu-nos a semente e a semeou nesse campo: o nosso coração(alma); dispõe a nosso favor a chuva (graça) para fecundá-la e fazê-la crescer.

A nossa parte é:   

1°) querer esse crescimento

2°) trabalhar a terra do nosso coração removendo todo obstáculo, sujeira ou “erva daninha”(pecado)

3°) buscar a chuva da graça através de vida de oração pessoal e comunitária, através dos sacramentos.

Seus frutos são (Gal.5,22-23): Caridade, alegria (gozo/consolo), paz, paciência, benignidade(afabilidade), bondade, longanimidade, brandura(mansidão), fé, modéstia, continência (temperança/equilíbrio), castidade. 

 

 Para que servem os dons ordinários na vida da Igreja?

Os dons ordinários faz com que os membros de Cristo produzam frutos de santidade que é uma restauração em nós da verdadeira imagem e semelhança de Deus. Cristo-Cabeça da Igreja é Santo, e santo devem ser seus membros. Esses dons e frutos (Apoc.19,7-8) “adornam” a Esposa de Cristo e a prepara para encontrar-se com seu Esposo, na parusia (2ª.vinda de Cristo).

Particularmente isto acontece com cada batizado até seu encontro pessoal com Cristo que acontece no dia de sua morte.

Podemos dizer que os dons ordinários são destinados ao nosso bem pessoal, enquanto que os extraordinários são destinados ao bem do próximo(missão)

Percebemos que, tanto nos dons infusos como nos extraordinários aparecem os dons de sabedoria e ciência. Diz o CIC que os dons, todos, ordenam à santidade, ao bem da Igreja.

Sabedoria e Ciência, como dons infusos, são dados no batismo como sementes para nossa santificação, e crescerão com a nossa cooperação. São ordinários e permanentes.

 

Dom da Sabedoria

Sabedoria vem de sabor saborear as coisas que queremos entender. Para “saborear” um alimento, é preciso não engoli-lo rápido. Podemos tomar o exemplo dos animais ruminantes: após engolir os alimentos, eles os retornam à boca e mastigam de novo”.  Para a obtenção da sabedoria é necessário sempre “mastigar de novo” tudo que vemos e ouvimos.

No livro de eclesiastes(cap.1,12-18) o autor mostra como adquiriu sabedoria: através de um “estudo atencioso” e de uma “sábia observação”:  “Meu espírito estudou muito a sabedoria e a ciência e “apliquei” o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice”.

Vemos que o autor acrescenta um outro dom: o discernimento. Embora não esteja listado entre os dons infusos, ele é parte integrante da sabedoria.   Esse “discernimento” é um “entendimento” refinado e acertado nas coisas investigadas.

No mundo pagão, os filósofos “investigavam” a razão e a origem das coisas. Por isso o apóstolo Paulo escreve aos Romanos 1,18-32 que os homens não têm desculpas para não crerem, visto que Deus revelou-se com evidência através de suas obras criadas. Também aos pagãos Deus concede sabedoria(luz da razão)  para que cheguem ao conhecimento da verdade.

A Sabedoria inspira o homem a agir corretamente, a falar inteligentemente em situações concretas da sua vida ou de sua comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus, no dia a dia, no matrimônio, no trabalho, na educação dos filhos, nos relacionamentos com os irmãos e na sua vida cristã. É uma orientação de Deus sobre como viver cristãmente.

Ex. as parábolas de Jesus eram baseadas no cotidiano das pessoas, eram uma “analogia” que ele fazia entre aquilo que queria dizer e o fato contado.

 

Dom da Ciência

O dom da ciênciadesvenda os mistérios de Deus” é um “olho espiritual” que vê além da realidade aparente.

I Cor.2,12-16 “Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer(ciência) as graças que Deus nos prodigalizou...”

Quanto à ciência, nenhum dos apóstolos igualou São Paulo: conheceu mistérios escondidos(IICor.12,1-3 – Gal.1,11-12), revelados a ele diretamente pelo Espírito Santo. Ensinamentos que não saíram da boca de Jesus, nem dos outros apóstolos e ensinou as comunidades através de suas muitas cartas.

Nos faz conhecer mais profundamente as realidades espirituais, dentro e fora de nós, o valor real das coisas, o projeto de Deus sobre o homem, os caminhos do crescimento espiritual, aumentando em nós o desejo de Deus (Fil.3,10 e 4,8).

Ef.3,17-19: “Que Cristo habite pela fé em vossos corações...a fim de que possais...compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade ...da caridade de Cristo que desafia todo conhecimento...”

Esse dom “faz ver” o que é divino sob a aparência do que é material; descobre o significado teológico da criação, vendo nelas a verdade, a beleza, reflexos do Criador e de seu infinito amor.

Conseqüentemente esse conhecimento eleva a alma a Deus e traduz-se em louvor, canção, oração, e ação de graças, como acontece nos salmos "Os céus cantam a glória de Deus; e o firmamento proclama sua obra" (Salmo 18/19).  Faz entender a grandeza de Deus e a pequenez das criaturas e o perigo que podem apresentar ao apegar-se a elas, preferindo-as, fazendo mau uso delas.

É esta a descoberta que impulsionou os santos para uma entrega total a Deus.

 

O dom do entendimento

Pelo pecado original nossa mente ficou obscurecida, por isso somos superficiais, pequenos na fé.

O dom do entendimento é também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento" (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, isto é, das verdades “ensinadas”pela Igreja.  “Entender” significa “tender para dentro”, com o sentido de buscar profundidade.

Por exemplo, entender  Jesus vivo e real nas espécies eucarísticas do pão e do vinho, entender a profundidade da graça do batismo, da redenção, etc.

O dom do entendimento brota em nós amor, obediência à Igreja, aos pastores, porque sabe que eles são representantes de Deus para nos guiar. Faz-nos viver mais profundamente a nossa fé, sem desvios.

 

O dom do conselho

 O dom do conselho é um “ouvido espiritual atento” à voz de Deus. É uma fidelidade às inspirações do Espírito Santo que a todo momento nos orienta, advertindo-nos contra o mal e o pecado e impulsionando-nos a fazer o bem.  Também chamado "dom da prudência", Discerne o certo do errado, o bem do mal, levando-nos a agir segundo Deus, sem precipitações. Tira-nos da inconseqüência de nossos atos e leva-nos à vigilância: “O homem prudente percebe o mal e se põe a salvo, os imprudentes passam adiante e agüentam o peso” (Prov. 27,12).  Faz-nos saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida.  Faz-nos agir sem timidez ou incerteza, com toda confiança e a audácia dos santos.

Através do dom do conselho, Deus nos adverte do pecado iminente e nos aponta outro modo de agir. É aquela voz interior( ou um sentimento) que nos reprova quando estamos prestes a fazer algo desagradável aos olhos do Senhor. Se entendermos esta voz e mesmo assim desobedecemos, pecamos. Se for em matéria grave, haverá pecado grave (mortal); em matéria leve, pecado venial. Esta voz que nos fala no interior, é dada a todo ser humano, independente da fé. Segundo o ensinamento da Igreja, uma pessoa que desconhece Cristo e a sua Igreja pode ser salva, obedecendo essa voz que lhe fala no interior(reta razão) Rm.2,14-15 “

 

O dom da fortaleza

Também chamado "dom da coragem". Imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos no cotidiano da nossa vida.

 Uma mãe que suporta o vício do álcool do marido ou do filho! Às vezes por 10, 20, 40 anos enfrenta aquela dor, aquele sofrimento, por amor a Deus, por doação e caridade. Essa mãe tem o dom da fortaleza, dom este que não é só para os mártires, os grandes confessores da fé. É para cada um de nós.

Cair na tentação é falta do dom do temor a Deus e da fortaleza.  Santa Teresinha nos fala do "heroísmo do pequeno”.  Coragem é resistência e não bravura; é paciência nas contrariedades do dia-a-dia, é saber perdoar e não revidar. É coragem de dizer não ao mal e sim ao bem, mesmo que isto implique em sofrimento.

 

O dom da Piedade

Piedade é ternura filial para com Deus nosso Pai, amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as suas criaturas. Faz-nos ver no próximo um filho de Deus e irmão de Jesus Cristo; nos leva a devotar amor sincero para com todas as pessoas e todas as coisas criadas.

Deus nos trata com piedade, isto é, com “ternura” paterna. Dá-nos muito mais do que merecemos ou necessitamos.  O dom da piedade nos faz justos, dando ao outro (a Deus e ao próximo) o que lhe pertence, porém, sem medidas. Nos torna “empáticos”, brotando em nós a compaixão, o sentir com o outro.

 

O dom do Temor de Deus

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial para com Deus. Um respeito  perfeito e amoroso, que nos afasta do pecado por amor. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor.

Compreende três atitudes principais:

1) O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2) Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom. Disso nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3) Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.

 

                                             DONS CARISMÁTICOS OU EXTRAORDINÁRIOS

Extraordinário é tudo aquilo que não é comum. Nem todo batizado possui dons extraordinários e mesmo os que possuem, não são de forma permanente.

O canto espiritual atrai a unção de Deus:  I Sm.10,1.5-11 - II RS.3,15-16   - I Sm.16,23

(CIC.1506-1508): Os dons carismáticos são uma participação no ministério de Jesus.   São capacidades dadas pelo Espírito Santo para auxílio à missão(CIC.913). Devem ser aceitos com humildade e exercidos na caridade (Atos  17,16-17).   É um revestimento, uma “capacitação” momentânea, uma unção, um “poder” sobrenatural, vindo de Deus, de Cristo-Cabeça da Igreja, derramado sobre o batizado para uma missão específica, e para Deus volta assim que termina esta missão.

Observemos que SP chama de “manifestação” a esses dons.   Manifestar quer dizer “tornar público”.

Para que?  Para que nós possamos conhecer o Espírito Santo, pela sua “manifestação”, assim como conhecemos o vento pela sua “manifestação”.

Os carismas extraordinários “manifestam” o poder de Deus, sua presença no meio de nós (Lc.4,18-19 e Mt.11,2-5).

(CIC.707): São teofanias (manifestações de Deus), “evidências” do sobrenatural.

São listados em nove, segundo SP.

I Cor.12: “A manifestação do Espírito é dada a cada um para proveito comum (de todos).

A um o Espírito dá uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, nesse único Espírito; a outro, o operar milagres; a outro, a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; a outro, o falar diversas línguas, e a outro ainda, o interpretar essas línguas.”

 

Desde a Antigüidade judaica, essa presença do Espírito de Deus, se manifestava nos homens, através de “dons extraordinários” que iam desde a clarividência profética (I Rs.18,20-39 e I Rs.22,28), aos arrebatamentos e êxtases(1Rs18,12, Daniel 14,32-38 e Ez 3, 12-14), aos poderes sobrenaturais(Is.38,7-8), às curas(II Rs.5,14),  milagres(II Rs.4,16 e 6,6) e ressurreição de mortos(II Rs.4,32-36).  

Isaías relacionou ao Espírito Santo, os dons prometidos ao Messias (cf. Is 11, 2), e Ezequiel, a transformação dos corações humanos (cf. Ez 36, 26ss).

A profecia de Joel: “Nos últimos tempos derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne...é Deus quem fala!”(Joel 3,1-2) cumpre-se, cabalmente, em pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo.

É a própria pessoa do Espírito Santo que é derramada e não somente uma unção momentânea como acontecia no Antigo Testamento.  Foi descrito como um “fogo”, vindo pessoalmente sobre cada um, fazendo grande barulho como um fogo sobre chapa fria, usando a comparação de Raniero  Cantalamessa, em seu livro “O canto do Espírito”.

Os que receberam esse derramamento tiveram transformações imediatas. Foram removidos os obstáculos do medo, da incapacidade, da ignorância e revestidos de força, entendimento, autoridade na pregação, intrepidez. Milagres e prodígios começaram a se manifestar através dos discípulos.

Segundo Cantalamessa, existem dois canais pelos quais o Espírito Santo sopra: Os sacramentos e os carismas. Pelos sacramentos seria a maneira ordinária. Pelos carismas a extraordinária. Os sacramentos  são para todos, destinados ao bem particular de cada fiel, enquanto que os carismas extraordinários são dons particulares, destinado a edificação da Igreja, portanto são para a missão, para servir.

 

Os carismas extraordinários podem ser classificados em:

REVELAÇÃO: Manifestam a (onis)ciência de Deus, sua ação extraordinária no conhecimento da origem, causa e conseqüência de todas as coisas boas ou más, passadas, presentes ou futuras.

PODER: Manifestam a (oni)potência de Deus que submete a natureza por sua ação extraordinária.

EDIFICAÇÃO: Manifestam a (oni)presença de Deus, junto e no meio de seu povo que,  por sua ação extraordinária, auxilia o seu povo neste mundo a fim de reconduzi-lo a Si.

 

REVELAÇÃO:  (palavra de)CIÊNCIA/(palavra de)SABEDORIA/DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

Revelar é lançar luz sobre aquilo que está oculto no coração dos homens. Deus lança luz em nossos corações e mentes, a fim de que conheçamos aquilo que é necessário para direcionar uma oração ou instrução a uma pessoa ou à Igreja(Gal.1,11-12 e 2,2) Esta revelação pode se manifestar de diversos modos:  por uma “percepção”, um “sentimento” ou um “conhecimento” interior, ou ainda, uma palavra, uma imagem na mente(visualização) ou até mesmo uma visão(olhos físicos/arrebatamento II Cor.12,2-4),  ou em sonho (atos 16,9-10 e 27,23-24). Sabendo sempre que a nossa “ciência/profecia” é imperfeita (ICor.13,9).

 

Testemunho de Santo Irineu:

“Sabemos que, na Igreja, muitos irmãos têm carismas proféticos e, pela virtude do Espírito, falam todas as línguas, revelam ,para o bem de todos, os segredos dos homens e expõem os mistérios de Deus. O Apóstolo os chama de espirituais: não pelo desprezo e supressão da carne, mas pela participação do Espírito e nada mais do que por isso”.            

Notamos também que São Paulo faz uma pequena diferenciação quando fala dos carismas extraordinários de sabedoria e ciência: “A um é dada uma “palavra” de sabedoria, a outro uma “palavra” de ciência.

São manifestações momentâneas e não permanentes.

 

Primeiro veremos alguns exemplos de aplicação desses dons:

 

Palavra de sabedoria: 

A Palavra de sabedoria sempre vem precedida pela palavra de ciência. Enquanto que a palavra de ciência é um “diagnóstico”, um “conhecimento” da origem do problema, a palavra de sabedoria é a ação, podendo ser um direcionamento, uma instrução de como agir melhor naquela situação e segundo a vontade de Deus, tanto para quem ora quanto para quem recebe a oração.

É um auxílio momentâneo, que vem da sabedoria de Deus para uma necessidade específica.

Se estamos orando por alguém, uma Palavra de Sabedoria pode apontar um caminho ou uma decisão acertada. Quem precisa dela e a acolhe, fica feliz e cheio de paz e convicção.

A Palavra de sabedoria  discerne e instrui como proceder em situações específicas:

Naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós." (Mt 10,19-20; João 8,7e Atos 2,22-40)

Discernimento de Salomão: I Rs 3,16-28
Discernimento de Pedro: Atos 5,1-11

Discernimento de Gamaliel: Atos 5,38-40
Discernimento de Jesus: Lc.12,13-21 e 9,57-62 – Mt.19,16-21 e 9, 1-8
Discernimento de Paulo : Atos 26,28

 

Palavra de Ciência:

O carisma extraordinário da ciência “precede o da sabedoria.

Enquanto que o dom da ciência é um “diagnóstico”, a sabedoria é um direcionamento, uma instrução de como agir melhor naquela situação e segundo a vontade de Deus, tanto para quem ora quanto para quem recebe a oração.

Ciência vem de conhecimento, algo que não poderíamos saber pelos meios humanos. Pela palavra de ciência foram interpretados sonhos(José do Egito, Daniel). Pela palavra de ciência Jesus conhecia a origem das doenças; os corações dos homens, suas intenções e ciladas. 

Este dom é necessário para quem quer ajudar as pessoas em ministério de oração, pois ele desvenda o que está oculto na pessoa que recebe a oração, a fim de que seja liberta ou curada. É chamada “palavra” não no sentido literal do som que sai da boca, mas da revelação, do conhecimento que chega à nossa mente de várias maneiras, podendo ser mesmo através de uma palavra, de uma imagem na mente(visão)  ou de um sentimento no coração de quem ora, ou ainda, de um sonho, a fim de trazer luz sobre o que está oculto ou ainda, dar um direcionamento para a missão (atos 16,9-10 e 27,23-24). O que recebe a “palavra de ciência” deve manifestá-la ao que recebe a oração, para receber deste a confirmação, ou prepará-lo para a cura ou a libertação que Deus quer operar. Pode acontecer isso após uma oração ou um canto em línguas.

 (II cor.11,6)O apóstolo Paulo diz de si mesmo que não era de muita “eloqüência”, isto é, não tinha o dom de falar de forma que prendesse a atenção dos ouvintes(persuasão),  mas quanto a “ciência” não acontecia o mesmo. Deduzimos então que ele não era um pregador muito famoso por causa da eloquência, mas por causa dos muitos milagres (sinais e prodígios) que acompanhavam as suas pregações(I Cor.2,4). Diziam dele:

II Cor.10,10 “Suas cartas, dizem, são imperativas e fortes, mas, quando está presente, a sua pessoa é fraca e a palavra desprezível”.

Alguns exemplos:

Cura do cego de nascença:  João 8,1-3: Jesus “conheceu” a origem da cegueira: para manifestar a glória de Deus.

Traição de Judas:  Mt.26,21-23: Jesus “conheceu” as intenções de Judas de traí-lo.

Negação de Pedro: Lc.22,31-32: Jesus “conheceu” as ciladas que Satanaz armara contra Pedro e intercedeu por ele.

Mt.26,30-34: Jesus “conheceu” a situação que o esperava e a negação de Pedro.

Visão de Pedro: Atos 10,9-48: Pedro “conheceu” os planos de Deus de que os pagãos também estavam “incluídos” em Seu projeto de salvação.

Cura do filho de um oficial:João 4,50:  Ao pedir-lhe que Jesus curasse seu filho, o oficial ouviu: “vai! Teu filho está passando bem.”

Jesus e a Samaritana: João 4,1-26: Jesus “conheceu” (ciência) o interior daquela mulher, suas carências e necessidades e “aplicou” a palavra certa, uma palavra de sabedoria, que levou aquela mulher a tomar uma decisão: deixou seu balde e foi correndo dizer aos outros de Jesus.

A cura de um paralítico: Mt.9,1-7:  Quando apresentaram o paralítico a Jesus, é evidente  que queriam a cura física dele, mas Jesus “conheceu”(ciência)  a origem da doença dele e disse uma palavra de sabedoria que levou aquele homem a uma cura interior: “Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados”.  E para a manifestação da glória de Deus, curou também fisicamente.

Três casos de vocação: (Lc.9,57-62): Jesus “conhecendo”(ciência) a intenção do coração, dá respostas sábias a cada um: ao primeiro: “olha, você sabe que eu não tenho nenhum conforto, nem um travesseiro pra dormir”; ao segundo: “desculpa esfarrapada! Deixa que os mortos(na fé-ironia) enterrem seus mortos”.  Ao terceiro: “Quer voltar em casa para escapar: quem volta atrás não está apto (maduro) para o trabalho”.

Tributo a césar: (Mc.12,13-17: Jesus “conheceu” (ciência) a intenção do coração dos fariseus que era de armar-lhe um laço e disse sabiamente:   “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Os três amigos de Jó: Jó abriu seu coração e começou a falar de suas misérias. Seus três “amigos” começaram a humilhá-lo com ironias, aproveitando-se do momento de fraqueza dele. Mas Jó, pela palavra de ciência compreendeu a intenção deles e disse: “Sois mesmo gente muito hábil... vocês escarnecem daquele que invoca Deus para que ele lhe responda”.   Por mais que esses supostos amigos parecessem estar querendo ajudá-lo, ele “percebeu” a intenção de seus corações.

Simão, o mago:  (Atos 8,9-24): Pedro percebeu a intenção de Simão, mago convertido ao cristianismo, de usar o poder de Deus para proveito próprio, como fazia anteriormente com suas magias.

Diante desses poucos exemplos, podemos entender que a palavra de ciência é um dom de revelação, um conhecimento de um fato que está oculto aos olhos da carne e que pede uma ação,  e a palavra de sabedoria, a sua aplicação para (nos casos acima) cura de alguém, física ou interior; para dar uma resposta sábia.

Orando por alguém, é possível que haja uma revelação por imagem na mente, ou uma “palavra” até mesmo sem sentido para quem ora, mas manifestando essa imagem ou palavra, a pessoa que recebe a oração poderá se lembrar de alguma situação da vida dela e isto certamente é a área que deve ser atingida pela oração.

Testemunho: 1) Uma vez me convidaram para orar por uma jovem anorexa. Iria com outra pessoa. No dia anterior, fiquei o dia todo pensando como deveria direcionar a oração. À noite tive um sonho: Eu estava no quarto da menina (eu não a conhecia), e vi um homem num canto do quarto, ele trajava terno preto e chapéu também preto. Eu perguntei pra menina quem era o homem e ela disse você não sabe? É o inimigo! Aí acabou o sonho. Quando fui, no outro dia,  não tive dúvida sobre a oração: oração de libertação. Fizemos oração de libertação na casa, e por ela de cura e libertação de toda opressão. A menina voltou a comer de vagarinho, depois de uns dois meses começou a ganhar peso e sarou da anorexia.  Então entendi esse sonho como uma “revelação”, um “conhecimento”, a “ciência” de um fato que eu não poderia saber por outro meio

2) Certa vez aconteceu-me, por aproximadamente dois meses, nas minhas orações matinais. Era apoderada de um sono tão grande que não conseguia rezar. Era só me por de joelhos que começava o sono. Parecia que entre mim e o chão havia uma força de atração. Eu tinha vontade de deitar, literalmente, no chão para dormir. Então encostava-me no sofá e dormia às vezes até por uma hora. No início eu achava que era cansaço, noite mal dormida, etc. Então tentava sanar ao que eu achava que era a causa, sem sucesso. Tomava café antes da oração, dormia mais cedo para acordar disposta. Nada resolvia. Então comecei achar que era espiritual e pedi ao Senhor, pela intercessão do Santo Padre Pio que me mostrasse o que havia. Na mesma noite tive um sonho: “Estava eu numa sala e sobre mim o teto começou a abaixar, eu tentava escapar e não conseguia, o teto ficou tão baixo que eu fiquei espremida e assim o sonho acabou”. Ao acordar entendi que eu estava sob opressão maligna. Fiz oração de libertação e não tive mais aquele sono pela manhã.

3) Certa ocasião,  fiz uma rifa e a vendi com a ajuda de muitos irmãos, visto que necessitava do dinheiro para custear despesas de um trabalho de evangelização. Uma das minhas ajudantes nesse trabalho estava desempregada ha algum tempo e vez ou outra eu a ajudava com recursos próprios. Recebi o dinheiro proveniente da rifa; à noite tive um sonho: algumas pessoas estavam próximas a mim, inclusive aquela que estava desempregada. Alguém disse que eu deveria dar cento e oitenta reais, apontando para a desempregada. Quando acordei, pensei mesmo ser uma mensagem de Deus. O problema é que esse valor era quase a metade do total do dinheiro e eu ainda teria que separar uma parte para pagar o prêmio que naquele mesmo dia viriam buscar. Ponderei,  criei coragem e fiz a doação. A pessoa me disse que era exatamente o valor que estava precisando para pagar uma conta.  Mais tarde o ganhador veio buscar o valor do prêmio,  mas não quis levá-lo, deixou-o como doação para a evangelização. Deus é maravilhoso!

 

Discernimento dos espíritos:

Discernimento é a habilidade conferida pelo Espírito Santo ao cristão para distinguir o real do aparente e a verdade da mentira, em nós e nos outros.

Auxiliados por esse dom, podemos emitir juízo sobre a natureza de nossos pensamentos, bem como as atitudes práticas, vendo se estas estão em conformidade com a vontade de Deus.

O discernimento dos espíritos nos livra de muitas ciladas do demônio.

Deut. 13.1-3“Quando um profeta ou um visionário se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, e te disser: sigamos outros deuses, que não conheceste, e prestemos-lhe culto, não ouvirás as palavras desse profeta ou visionário , porquanto o Senhor, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o Senhor, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma”.

Aparentemente, discernir entre o bem e o mal não é difícil. Em muitas situações, qualquer pessoa estaria habilitada a fazê-lo, visto que, o conhecimento do “bem e do mal” já foi inscrito em nossas mentes por Deus criador.  Porém, existe o mal camuflado de bem. Jesus disse: “Cuidado com aqueles que se disfarçam de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes” e para discernir este, é necessário o auxílio do alto, manifestado através do dom do “discernimento dos espíritos”.

Este dom é também  um “salva-guarda” dos outros dons. É ele que desvenda a origem deles. Tudo o que falamos em nome de Deus deve ser discernido e pode vir de diferentes origens:

Do Espírito Santo: quando vem ao encontro da verdadeira necessidade da pessoa ou da Igreja,  trazendo a paz, a alegria, união, consolo, edificação, correção na caridade, sem se desviar da fé da Igreja.

Atos 11,5-18: Por uma visão, o Espírito Santo mostrou a Pedro os planos de Deus, de incluir os pagãos na salvação de Jesus.

Da carne: A nossa humanidade muitas vezes carente de afeto, reconhecimento, quer chamar atenção pra si mesma e se põe a falar em nome de Deus. É a vanglória.

Há ainda os que usam dos dons de Deus para lucro (simonia).

Simão, o mago:  (Atos 8,9-24): Pedro percebeu a intenção de Simão, mago convertido ao cristianismo, de usar o poder de Deus para proveito próprio(lucro), como fazia anteriormente com suas magias.

Tumulto dos ourives: (Atos 19,25-27): A pregação de Paulo é repelida porque poderia levar à falência a indústria dos ídolos.

Do demônio: O diabo é o “pai da mentira”, o mestre do disfarce. Se ele se revelar como mal, qualquer pessoa o descobre.  Porém quando ele se disfarça de “anjo de luz”(IICor.11,3-4.13-14), ou seja, com palavras bonitas, conquistadoras, iluminadas...Aí precisa-se do dom do discernimento dos espíritos.

Danieli Amorth, exorcista do vaticano, fala sobre suas experiências com possessões diabólicas e diz que o diabo se disfarça de muitos modos para não ser descoberto pelo exorcista, a fim de não ser expulso da pessoa que possui. Jesus exorcizou muitas pessoas que eram apresentadas a Ele com possessão diabólica e após Ele, seus apóstolos e discípulos também exorcizavam.

Alguns exemplos:

Mt.4,1-11: Jesus “discerniu” a tentação, confrontando-a com a Palavra de Deus.

Atos 19,11-12: Até lenços que Paulo tocava eram utilizados para curas e exorcismos.

Atos 16,16-18: Paulo demorou dias para discernir que era um espírito mal que falava pela boca de uma mulher, elogiando-os o tempo todo. Descobriu-se depois que era um espírito de Pitão (adivinho).

Atos 13,4-12: O diabo, usando um mago, tentava colocar obstáculos à conversão do procônsul, o qual Paulo tentava levar à fé em Jesus Cristo.

Como se manifesta o dom do discernimento dos espíritos?

Para discernir com eficácia a origem espiritual, é preciso viver na verdade, ser alguém que ama a verdade e a procura com todo o ser. É preciso um certo conhecimento das escrituras sagradas, afim de “confrontar” as palavras ditas ou sugeridas na mente com a Palavra de Deus.

Quanto ao modo de se manifestar, este dom pode também ter as mesmas características da palavra de ciência, acrescentando-se sua característica própria que é desvendar a origem espiritual da mensagem recebida, da própria pessoa ou de outro.

No caso de possessões, os exorcistas “testam” a pessoa supostamente possessa, a fim de que o diabo se revele, utilizando sacramentais, especialmente a água benta e orações(Exorcistas e psiquiatras de Danieli Amorth).

 

 PODER (os dons de poder procedem da fé):    FÉ, CURA, MILAGRES

Fé:   Podemos classificar a fé de duas maneiras:

  1. Fé teologal:  Crer nas verdades reveladas e ensinadas pela Igreja, necessárias à salvação.

Esta nos vem por ensino catequético, cultura religiosa familiar, etc.  A fé teologal é fundamental para a salvação da alma: “Quem crê será salvo, quem não crê já está condenado” João 3,18

  1. Fé carismática: Aquela que nos vem por Dom de Deus, pedida através de oração, de uma busca

incessante de Deus. Esta vai além do intelecto, é um experimentar o Deus que se crê e, ao experimentá-lo, mais ainda se crê.  Ela se destina a realizar as obras de Deus, a não temer diante do martírio, a mostrar que Jesus está vivo e é o mesmo de ontem de hoje e de sempre. É pela fé carismática que os santos viveram e foram além de si mesmos, foram “provados e achados dígnos”(Apoc.). É esta a fé que realiza milagres, que manifesta o poder de Deus entre os homens, que faz ressuscitar mortos, andar sobre as águas, curar doenças incuráveis, iniciar obras impossíveis para evangelizar.

É da fé carismática que procede o milagre. Esta fé trás um desassossego, não deixa parado a pessoa que a tem, mas dá vigor e impulso para realizar as obras de Deus. É uma fé confiante, uma certeza que espera a realização daquilo que se crê, porque acredita na fidelidade daquele que promete. É esta a fé que moveram os apóstolos, os mártires, os santos de todos os tempos, tanto do novo quanto do A.Testamento.

A fé não é algo estático e precisa crescer sempre. Podemos dizer que a fé teologal é a raiz, enquanto que a fé carismática é a árvore toda, com seu tronco, folhas e frutos saudáveis e abundantes.

Jesus disse: “Se tiveres fé do tamanho de um grão de mostarda, poderá dizer a esta montanha : levanta-te e atira-te ao mar e isso se fará” MT.21,21-22.

A fé carismática manifesta o poder de Deus que realiza o impossível. Tanto Jesus quanto seus fiéis seguidores realizaram coisas humanamente impossíveis. Curas extraordinárias, ressurreição de morto, andar sobre as águas, parar o vento, parar e  retroceder o sol, etc. Devemos pedir  ao Espírito Santo que aumente a nossa fé, a exemplo de Abraão, Moisés, Elias, Pedro, Paulo, São José, Padre Pio, etc. e sobretudo Nossa Senhora. Para aumentar a fé também se faz necessário “experimentar” Deus. É preciso arriscar-se num pedido confiante e, a cada resposta positiva de Deus, nossa fé aumentará.

 

Cura:

Quando Jesus enviava os discípulos em missão, ordenava-lhes que curasse os enfermos que encontrasse. Disse que “todo que crer e for batizado”(Mc.16) poderá fazê-lo. Portanto, todo batizado tem o dom das curas. Basta crer e orar, rogando ao Senhor. A resposta sempre vem da vontade de Deus. Às vezes Deus cura por etapas, às vezes numa única oração. Quando não cura, Deus dá forças para superar a doença e até outras graças superiores.

Chamamos de cura, a física,  e a psicológica chamamos de libertação, que também é uma cura. Jesus ordenou aos seus discípulos que ao evangelizar, curassem os doentes, libertassem os presos (libertação psíquica), ressuscitassem os mortos, expulsassem os demônios.

A doença física, na maioria das vezes é uma somatização de problemas psicológicos, carências afetivas, falta de perdão, etc. Por isso é necessário antes de rezar pela cura física, se possível conversar com o enfermo e  rezar pela cura interior.

 

Milagres:

 “O milagre é filho da fé”. É impossível realizar milagres sem uma fé carismática, extraordinária. É preciso não duvidar.

O milagre manifesta o poder de Deus, a sua glória. Jesus disse: “Tudo que pedirdes ao Pai em Meu Nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no filho” (João 14,13).

Para se obter o milagre é necessário ser movido a isso por um sentimento interior muito forte. Compaixão pela dor do outro, ira santa, desejo de ver Deus glorificado, salvação das almas, etc. Foi assim que aconteceu com Jesus: Compadeceu-se da viúva de Naim e ressuscitou-lhe o filho. Chorou no túmulo Lázaro e o ressuscitou, compadecendo-se dele e das irmãs Marta e Maria. Elias, consumido pelo zelo do Senhor  (ira santa) fez descer fogo do céu no monte Carmelo, e fez chover após  decretar três anos de seca.

 Jesus disse que todos os que crerem e forem batizados poderão fazer milagres maiores do que ele fez (Mc.16 e João 14,12).

Milagres realizados por Jesus: andar sobre as águas, multiplicar os pães, curar paralíticos, cegos, ressuscitar mortos, etc..

 

EDIFICAÇÃO: PROFECIA, LINGUAS, INTERPRETAÇÃO DAS LINGUAS

Profecia:

A profecia é a voz de Deus que fala à assembléia ou diretamente ao homem para edificá-lo, consolá-lo, exortá-lo ou até mesmo anunciar um castigo como no caso do judeu Élimas que ficou cego pelo decreto de Paulo, porque tentava desviar o procônsul de abraçar a fé (atos 19,11-12). Outro ex. a profecia de Ágabo, profeta que anunciou a iminente prisão de Paulo (atos.21,11).

Profecias da Igreja nascente: Atos 13,1-3

Profecias de Jesus: Mt.24; 25,31-46 e  26,30-34 e Lc.19,41-44

São Paulo (I Cor.14,1-39) exorta-nos a “aspirarmos” aos dons espirituais, sobretudo ao dom de profecia.

“Aspirar” quer dizer “desejar”, estar aberto para receber este dom. Quanto ao dom da caridade ele nos exorta a “empenhar-nos” ou “esforçar-nos” (I Cor.14,29-33).    Ant. Test.: I Sm.10,1.5-11  -  II Rs.2,19-22

 

Falar em diversas línguas: (CIC.2003)

A oração em línguas não tem interpretação, pois é uma oração do Espírito Santo ao Pai, “são gemidos inefáveis” (Rm.8,27) . São Paulo exorta a que oremos em línguas (I Cor.14,15) mas também com o entendimento(nossa língua).

A fala em línguas é destinada à assembléia ou a alguém particularmente, com o fim de direção espiritual, por isso requer interpretação. Ela geralmente precede a profecia ou é a própria profecia, porém, se for profecia, requer interpretação (I cor;14,6-17). Quando é profecia a um particular, ela “manifesta os segredos do coração” (I Cor.14,26.39).

 

Interpretação das línguas: 

Nem todos que falam, interpretam. Interpretar não é traduzir, é acolher uma inspiração após uma profecia em línguas e dizer o que Deus fala por ela (ICor.14,27-28)

 

OS SANTOS E OS DONS EXTRAORDINÁRIOS

Santo AntônioGrande pregador.  Bilocação, ressuscitou mortos, curou enfermos, multiplicou pães,etc

São FranciscoLevitação, êxtases.  Falava com os animais, amansava animais ferozes, etc.

Santa Catarina de Sena: Êxtases. Falava com a Santíssima Trindade.

Santa Tereza D’Ávila: Êxtases, levitação. Visão do mundo espiritual.

São João Bosco(Dom Bosco):   Sonhos e visões noturnas. Foi conduzido por seu anjo ao céu, inferno e  purgatório.

São Pacômio:   Tinha o dom das línguas, da profecia, da cura e dos milagres. Sob o poder do Espírito Santo, era capaz de falar línguas que nunca tinha aprendido (certa vez, depois de orar por três horas, passou a falar em Latim). Há relatos de ter falado a "língua dos anjos" (ele escreveu em uma linguagem "mística dos anjos" que nunca foi interpretada). Morreu no ano de 348.

"Santo Antão":   Dons de cura, milagres e discernimento dos espíritos.  Aos 20 anos distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e foi entregar-se à oração e à penitência no deserto, onde sofreu rudes ataques do demônio.
Reuniu numerosos discípulos e foi chamado "Pai dos monges cristãos". Foi considerado santo em vida, capaz de realizar milagres. Levou muitos à conversão.

Santa Catarina de Alexandria († Egito, 305): Dom da sabedoria. Era uma jovem de grande beleza.  É uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada. Defendeu o Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos. Por seu testemunho, muitos abraçaram a fé.

Sofreu o martírio, tendo o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes e sendo decapitada.

São Patrício: séc. IV:  Dom da profecia, visões e milagres.   Por sua pregação, a Irlanda, anteriormente lar da idolatria, tornou-se a ilha dos santos.

Alcançou grande renome nos séculos IV e V. Tinha visões divinas que lhe mostravam a Irlanda como o país onde deveria ir semear a Fé. Eram tantos os milagres, bênçãos e fatos maravilhosos que acompanhavam o apostolado de São Patrício, que ele mesmo exclama em sua autobiografia: "De onde provêm essas maravilhas? Como os filhos de Hibérnia (Irlanda), que jamais haviam conhecido o verdadeiro Deus e adoravam ídolos impuros, tornaram-se um povo santo, uma geração de filhos de Deus? Os filhos e as filhas de reis solicitam a honra de serem monges ou de consagrar sua virgindade ao Senhor. E quantas virgens e viúvas que lutam contra todos os obstáculos humanos para permanecerem fiéis a seu esposo celeste! Eu não sei o número, mas Deus o sabe. Ele que dá a seus humildes servidores uma coragem heróica".

São Ludgero de Utrecht:      Nasceu na Frísia em 743. Ouviu São Bonifácio pregar e decidiu entrar para a vida religiosa. Trabalhou em várias regiões como missionário. Combateu a idolatria e construiu muitos monastérios e igrejas. São Ludgero foi um grande pregador da Palavra de Deus e ainda era favorecido com o dom dos milagres, o dom da profecia e o dom da cura. Curou e converteu o cego pagão Berulef.     Foi o primeiro Bispo de Munster.

Nossos contemporâneos: São Padre Pio, Santa Faustina.

PÁSCOA É RESSURREIÇÃO

28/03/2013 12:26

PÁSCOA É RESSURREIÇÃO
Em sentido genérico, poderia se dizer que ressurreição(ou páscoa) é passagem de uma situação difícil ou ruim para uma situação boa.
Nas Palavras de Jesus, ressurreição é em sentido "literal", ou seja: passagem da morte (literalmente) para a vida (literalmente).
Como assim?
Jesus morreu (literalmente) e voltou à vida (literalmente).
A ressurreição de Lázaro(no evangelho) por Jesus foi apenas uma amostra de seu poder sobre a morte. Embora Jesus devolveu a vida a Lázaro morto ha quatro dias, depois de um certo tempo Lázaro morreu de novo.
A ressurreição de Jesus foi mais perfeita: Ele não morre mais!
Lázaro voltou à vida terrena, ao seu corpo mortal, com todas as necessidades de um corpo vivo: comer, beber, dormir, etc..
Jesus ressuscitou com um corpo glorioso, imortal, perfeito, que não tem necessidades de comer, beber, etc,  para continuar vivo.
O corpo glorioso de Jesus também não está limitado ao espaço e ao tempo. Ele pode estar em qualquer lugar e em vários lugares ao mesmo tempo. Enquanto que o nosso pensamento (só o pensamento) percorre o mundo inteiro num segundo, Jesus pode fazê-lo com o seu corpo glorioso.
O que é corpo glorioso? É um fantasma?
Não é um fantasma, é um corpo mesmo, de carne e osso, porém aperfeiçoado. O nosso corpo atual é só uma "sombra" da perfeição a que ele está destinado, na ressurreição (daquele que crê e vive a fé).  Podemos tomar como exemplo uma lagarta:
a fase da lagarta corresponderia ao nosso corpo atual. Assim como a lagarta, enquanto lagarta, está presa à terra, não podendo voar, mas ela está destinada a ser borboleta, isto é, ter um outro corpo mais perfeito, ter asas, poder voar. Ao passar pelo casulo, fica lá até tornar-se borboleta. Nós passamos pela morte e o nosso corpo fica no aguardo da volta de Jesus, quando Ele dará a ressurreição aos que crêem no seu nome.
Pense na pipoca: antes de ser pipoca ela era só um grão de milho!
Quando o milho é aquecido e "estoura", torna-se pipoca. Quando Jesus voltar (é promessa DEle), Ele dará a ordem e "todos ressuscitarão"(leia João 5,25-29).

São Paulo na primeira carta aos Coríntios (15,35-49) fala claramente da ressurreição e faz comparação com a semente que germina na terra. Antes de descer à terra, era só uma semente, mas quando germina deixa de ser só uma semente para ser uma planta. Não é admirável como uma grande árvore saiu de uma pequena e insignificante semente?

Podemos também olhar para toda a criação à nossa volta: num momento não existe, logo em seguida passa a existir. Não é admirável que nós mesmos, há alguns anos atrás não existíamos? E viemos, também nós, de uma pequena semente, tão pequena que precisaria de um microscópio para vê-la, e nós sem que possamos ver esta grande obra da criação, tão somente por esta semente chamada espermatozóide fecundar um óvulo, lá está uma vida: eu e você!

Assim também é a ressurreição! Jesus nos deixou milhares de exemplos à nossa volta. Pensemos que, como o Corpo Santo de Jesus, o nosso também está sendo "preparado" pela fé, pela união com Jesus Cristo e, assim que for semeado na terra, só esperará o tempo certo para nascer dalí um corpo lindo e glorioso, perfeito, sem limitações, necessidades ou morte!

Glórias sejam dadas a Jesus Cristo Nosso Senhor que pela sua morte e ressurreição nos deu, no batismo, esta graça. Amém!

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

28/03/2013 10:45

Adoração ao Santíssimo Sacramento RCC  (Sexta-feira Santa)

 

Canto: Em Nome do Pai...

 

Dirigente: Graças e louvores sejam dados a todo momento (3x)

Todos: Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

 

Dirigente: Ao iniciarmos este momento de adoração, queremos agradecer, Senhor, a vossa presença no meio de nós.

Todos: Senhor Jesus aqui estamos para te louvar, para te agradecer por seu infinito amor por nós.  Para te honrar, para te adorar e dizer que te amamos de todo coração.

 

Canto Inicial: Deus enviou...

Leitor 1:   (João 4,23-24) Disse Jesus: “Vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em Espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade”.

Dirigente:  Adorar em espírito e verdade significa adorar com o coração e com a mente, isto é, com um desejo ardente e verdadeiro, reconhecendo Sua grandeza, poder e bondade. A adoração do Deus único liberta o homem da escravidão do pecado e da idolatria. É um ato de amor, respeito e submissão absoluta, reconhecendo que tudo o que temos e tudo que existe é de Deus.

Vamos pedir ao Espírito Santo a graça de poder adorar o Senhor em espírito e verdade.

 

Canto: Espírito Santo repousa...

Dirigente: Reconheçamos a bondade de Deus, que por imenso amor por nós, se entregou e morreu na cruz para nos salvar e para ficar entre nós, ocultou-se na forma de pão. Vamos ouvir o relato de São Paulo na carta aos Coríntios:

Leitor 2:  (I Cor.11,23-26) “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o Meu Corpo que é entregue por vós. Fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este é o Cálice da Nova Aliança no Meu Sangue, todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim todas as vezes que comeis desse Pão e bebeis desse Cálice, lembrais a morte do Senhor, até que Ele venha”

Todos: Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

 

Dirigente:  Adorar a Deus é fazer como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu Nome é Santo. Com as palavras de Maria, vamos adorar ao Deus Uno e Trino:

Todos:  (Lc.1,46-55): E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre”.

 

Dirigente:  Todos juntos, digamos ao Senhor o quanto Ele é importante para nós, que nós o amamos de todo o coração, que Ele é nosso único Deus, o senhor de nossas vidas, etc...

Todos:  Eu te louvo,  Senhor Jesus

 

Leitor 3:    És o Nome acima de todos os nomes...        Eu Te louvo, Senhor Jesus 

                  És o Rei dos reis...                                     Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Senhor dos Senhores...                       Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Santo de Israel...                                Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És a vida verdadeira...                                Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Príncipe da paz...                                Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Bom Pastor...                                      Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Sumo sacerdote...                              Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o nosso Salvador...                                Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És a promessa do Pai...                             Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És a nossa justificação...                            Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Justo Juiz...                                        Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És nossa alegria e salvação...                     Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  És o Alfa e o Ômega...                               Eu Te louvo, Senhor Jesus

                  Tu és minha vida, meu amor...                   Eu Te louvo,  Senhor Jesus

Canto:  Hoje Livre sou

Todos: Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que eu vos amemos cada vez mais !

 

Dirigente: Muitas vezes e por milhares de pessoas, Jesus é humilhado e desprezado na Eucaristia.  Em 1917, em Portugal, quando o anjo do Senhor apareceu em Fátima aos três pastorinhos,  trouxe na mão um cálice com a Sagrada Eucaristia, prostrou-se de joelhos com o rosto em terra e convidou as crianças a repetir com Ele esta oração em reparação:

Rezemos juntos: (de joelhos):  Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o Preciosíssimo Corpo,  Sangue, Alma e Divindade de Nosso Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido e pelos merecimentos infinitos de Seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos, peço-vos perdão, para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam”. (3x)

 

Dirigente: Depois o anjo levantou-se e, tomando o cálice, disse às crianças:

Todos: Tomai e comei o Corpo de Jesus, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai seus delitos e consolai o Coração de Vosso Deus.

 

Leitor 1:  Procuremos atender as queixas do anjo, feitas com tanta ternura e insistência, recebendo Jesus,  frequentemente,  com a alma pura, visitando-o e fazendo-lhe companhia, pois Jesus Sacramentado se encontra em muitas igrejas sozinho e abandonado, como no Horto das Oliveiras.

Todos: Senhor Jesus Cristo, nós vos adoramos aqui e em todas as vossas igrejas espalhadas pelo mundo inteiro, vos bendizemos e vos damos graças porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

 “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos, peço-vos perdão, para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam”(3x).

 

Canto:  Louvado seja o meu Senhor...

 

Leitor 2: Creio Senhor, que estás aqui realmente, presente neste sacramento admirável, no qual Tu, o Criador do universo, vens a mim como pão que me fortalece no meu caminho para o céu.

Todos:  Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé. Creio que estás aqui comigo, que me escutas, que me falas interiormente, que sob a forma de pão és um sinal de amor, de doação e de entrega sem limites.

 

Leitor 3:   Creio em Ti. Confio em Ti. E também te amo. Eu te amo porque Tu me amaste primeiro, porque deste a tua vida para me redimir do pecado, porque me abriste as portas do teu reino.  Creio em ti, porque enquanto existir na minha vida o mínimo desejo de arrependimento, Tu me perdoas.

Todos: Eu te amo pelo Dom da vida, que me deste de forma maravilhosa, pelo dom da fé e do Batismo.

 

Leitor 1: Te amo pela família cristã na qual quiseste que eu nascesse e na qual respirei esta fé simples, mas capaz de dar sentido a toda uma vida. Eu te amo porque me amas com ternura de pai, com a fidelidade do melhor amigo, porque destes a vida por mim.

Eu te amo porque a minha vida está repleta dos teus dons, que recebi de forma gratuita e me conduzem a Ti.

Todos: Dirigi-me com a vossa sabedoria; atai-me com a vossa justiça; consolai-me com a vossa clemência; protegei-me com o vosso poder.

Ofereço-vos os meus pensamentos, para que se dirijam a vós; minhas palavras para que falem de vós; minhas

obras para que sejam vossas. Amém !

Canto: Podes reinar..

 

PERDÃO

Dirigente: Diante do Senhor, vamos pedir perdão pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Lembremos todas as pessoas, especialmente aquelas que conhecemos e peçamos perdão ao senhor por elas:

Todos:  Eterno Pai, eu vos ofereço o corpo e o sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro. Pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nós, Senhor.  Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós e de todos os pecadores.

 

Leitor 1:   Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos: que eu não suspeite de ninguém e não julgue segundo as aparências exteriores. Que eu apenas observe o que é belo na alma do próximo e que eu vá em seu socorro.

Todos:  Ó meu Senhor, que habite em mim a Vossa Misericórdia!
 

Leitor 2:   Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos: que eu esteja sempre atento às necessidades dos meus irmãos e os meus ouvidos não sejam indiferentes às suas dores e gemidos.

Todos:  Ó meu Senhor, que habite em mim a Vossa Misericórdia!
 

Leitor 3:   Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa: que eu nunca diga mal dos outros, mas tenha para cada um palavras de consolação e de perdão.
Todos:  Ó meu Senhor, que habite em mim a Vossa Misericórdia!

 

Leitor 1:   Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras: que enquanto eu viver,  só possa fazer o bem ao próximo.

Todos:  Ó meu Senhor, que habite em mim a Vossa Misericórdia!
 

Leitor 2:   Ajudai-me, Senhor, para que os meus pés sejam misericordiosos: que eu esteja sempre pronta a ajudar o meu próximo, dominando o próprio cansaço e fadiga.

Todos:  Ó meu Senhor, que habite em mim a Vossa Misericórdia!
 

Dirigente:

Jesus, Filho do Deus vivo, tende piedade de nós.                      Jesus, pureza da luz eterna, tende piedade de nós.
Jesus, Rei da glória, tende piedade de nós.                                Jesus, sol de justiça, tende piedade de nós.
Jesus, Filho da Virgem Maria, tende piedade de nós.                Jesus amável, tende piedade de nós.
Jesus admirável, tende piedade de nós.                                      Jesus, Deus forte, tende piedade de nós.
Jesus poderosíssimo, tende piedade de nós.                              Jesus pacientíssimo, tende piedade de nós.
Jesus obedientíssimo, tende piedade de nós.                             Jesus, manso e humilde de coração, tende piedade de nós.
Jesus, nosso amado, tende piedade de nós.                                Jesus, Deus da paz, tende piedade de nós.
Jesus, autor da vida, tende piedade de nós.                               Jesus, exemplar das virtudes, tende piedade de nós.
Jesus, zelador das almas, tende piedade de nós.                        Jesus, nosso Deus, tende piedade de nós.
Jesus, nosso refúgio, tende piedade de nós.                              Jesus, Pai dos pobres, tende piedade de nós.
Jesus, tesouro dos fiéis, tende piedade de nós.                          Jesus, boníssimo Pastor, tende piedade de nós.
Jesus, luz verdadeira, tende piedade de nós.                             Jesus, sabedoria eterna, tende piedade de nós.
Jesus, bondade infinita, tende piedade de nós.                          Jesus, nosso caminho e nossa vida, tende piedade de nós.
Jesus, alegria dos anjos, tende piedade de nós.                         Jesus, Mestre dos apóstolos, tende piedade de nós.
Jesus, fortaleza dos mártires, tende piedade de nós.                 Jesus, corôa de todos os santos, tende piedade de nós.

Todos:  “Ó Deus eterno, em quem a misericórdia é insondável e o tesouro da compaixão é inesgotável, olhai propício para nós e multiplicai em nós a Vossa misericórdia, para que não desesperemos nos momentos difíceis, nem esmoreçamos, mas nos submetamos com grande confiança à Vossa santa vontade, que é Amor e a própria Misericórdia. Amém”.

 

INTERCESSÃO

Dirigente: São Tiago em sua carta nos exorta a orarmos uns pelos outros para sermos curados e Jesus já havia dito: “Pedi e recebereis, batei e vos será aberto”, portanto, vamos nesse momento orar por aquelas pessoas que precisam ou recomendaram as nossas orações.   (tempo para orações espontâneas).

 

Dirigente:  Visita os hospitais, Senhor Jesus, cada enfermo...Visita os dependentes químicos...

                  As crianças...os idosos...os atribulados...moradores de rua...os jovens sem rumo...as famílias...

                  Visita toda a Igreja, Senhor, o nosso papa Francisco, o papa emérito Bento XVI, os sacerdotes...

                  Daí-nos santos pastores, Senhor...visitai os vocacionados...etc..

Após cada invocação, cantemos: Visita cada irmão, ó meu Senhor, dá-lhe paz interior, e razões pra te louvar, desfaz toda tristeza, incertezas, desamor, glorifica o teu Nome ó meu Senhor...

 

AÇÃO DE GRAÇAS

Dirigente:  Após este momento de tantas graças e bênçãos, vamos agradecer  ao Senhor com nossas palavras, espontãneamente.

                  Pai-Nosso, Ave  Maria, Glória.      Canto:  Obrigado Senhor

 

_________________________________________________________________________________________________________

  1.  Deus enviou

Deus enviou Seu Filho amado para morrer em meu lugar. Na cruz pagou, por meus pecados, mas o sepulcro vazio está: porque Ele vive!

           Ref.  Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há!

                  Mas eu bem sei, que o meu futuro, está nas mãos, do meu Jesus que vivo está!

Um dia eu vou cruzar os rios e verei então, um céu de luz / E verei que lá, em plena glória/vitorioso, vive e reina o meu Jesus!

 

  1. Espírito Santo repousa

Ref. Espírito Santo repousa (4x)

Sobre nós, sobre todos nós/Espírito Santo repousa sobre nós, sobre todos nós/Espírito Santo repousa sobre nós
Traz unção, traz unção a nós Espírito Santo repousa/Vem curar nossos corações/Espírito Santo repousa sobre nós
Espírito Santo repousa sobre nós(3x)
 

  1. Hoje Livre Sou

          Presença forte em mim, eu posso dizer: habitas aqui
Porque escravo eu fui e hoje eu sou mais livre aos teus pés
          Sentido na vida a minh'alma encontrou/Tua mão poderosa veio e me levantou
Agora eu posso declarar: Hoje livre sou!

          Tenho sede da tua graça, cada dia mais/Sou mais forte e vou mais longe quando aqui estás
Com palavras de amor te adoro,Senhor/Hoje livre sou!

          Meu tesouro, minha herança, meu Supremo Bem/Nem tribulações nem dor podem nos separar
E jamais irão romper o que o amor selou/Hoje livre sou!

 

  1.  Podes reinar

Senhor eu sei que é Teu este lugar, todos querem Ti adorar, toma a tua direção.

Sim oh vem, oh Santo Espírito os espaços preencher, reverência a Tua voz vamos fazer.

     Ref.  Podes reinar, Senhor Jesus ó sim. O Teu poder teu povo sentirá.

             Que bom Senhor saber que estás presente aqui, reina Senhor neste lugar. 

Visita cada irmão ó meu Senhor, dai-lhe paz interior e razões pra Ti louvar. Desfaz todas tristezas, incertezas, desamor, glorifica o Teu nome oh meu Senhor.

 

  1. Louvado seja meu Senhor

                    Ref. Louvado seja o meu senhor (4x)
            .Por todas as criaturas/pelo sol e pela lua/pelas estrelas do firmamento/pela água e pelo fogo.
            .Por aqueles que agora são felizes/por aqueles que agora choram/por aqueles que agora nascem/por aqueles que agora morrem
           .O que dá sentido a vida é amar-te e te louvar-te para que a nossa vida sempre uma canção.
 

  1. Obrigado Senhor

      Obrigado, Senhor, porque és meu amigo, porque sempre comigo Tu estás a falar.
No perfume das flores, na harmonia das cores  e no mar que murmura o Teu nome a rezar.

Escondido tu estás no verde das florestas, nas aves em festa e no sol a brilhar.
Na sombra que abriga, na brisa amiga, na fonte que corre ligeira a cantar

      Te agradeço ainda porque na alegria, ou na dor de cada dia eu posso Te encontrar.
Quando a dor me consome, murmuro o Teu nome, e mesmo sofrendo, eu posso cantar.

DÓGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

04/03/2013 12:47

SANTÍSSIMA TRINDADE

Deus Pai – 1ª pessoa da Santíssima Trindade; aquele para quem nada é impossível. O Pai Eterno é amoroso e criou o mundo para manifestar sua bondade, sua glória e beleza.
Jesus Cristo – 2ª pessoa da Santíssima Trindade; o Filho predileto, o ungido e enviado para nos redimir de nossas faltas. O verbo que se encarna para nos salvar das trevas, que nos reconcilia com Deus, modelo de nossa santidade.
Espírito Santo – 3ª pessoa da SantíssimaTrindade; é o Paráclito, o Espírito da Verdade, procede do Pai e do Filho, e com Eles é adorado e glorificado.

São Gregório, teólogo e doutor da igreja dizia: Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro [...]. Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor.

Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).

O primeiro Catecismo da Igreja Católica, chamado "Didaqué", do ano 90 dizia:

"No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué)

DÓGMA:

No ano de 324 Constantino era o único Senhor do Império Romano. A Igreja estava livre, enfim, das perseguições. Mas foi exatamente então que começaram a surgir problemas dentro da própria Igreja.

Arianismo (heresia de Ário): Em Alexandria, um dos mais notáveis centros da Cristandade, explodira uma disputa teológica entre um padre chamado Ário e seu Bispo. Daí nasceu um grave impasse teológico. Ário afirmava que o Logos(Verbo) Encarnado era inferior a Deus Pai(subordinado) e que se o Pai gerou o Filho, então houve uma época em que o Filho não existia.  Ário acreditava em Jesus Cristo como o Salvador, mas negava a divindade de Jesus Cristo, pois afirmava que ele não era igual ao Pai, é uma das obras e criaturas de Deus, a mais perfeita.

Problema:  Jesus não sendo Deus, não pode ser o mediador de nossa salvação:

Desde os tempos apostólicos a Igreja combatia os que pregavam divindades subordinadas a Deus, derivadas das seitas agnósticas.

Hoje nós temos as testemunhas de Jeová que derivam destas seitas por afirmarem as mesmas heresias.

Modalismo ou sabelismo: (heresia de Sabélio) – negavam a trindade e afirmavam a unicidade de Deus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo eram apenas modos diferentes de Deus se manifestar, de acordo com o tempo e a necessidade.

Tudo isso era contra o mistério da Redenção, pois a Redenção, como há tempo fundamentara o diácono Atanásio, não teria sentido se Deus mesmo não tivesse se encarnado, se Jesus Cristo não fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Pneumatômacos: (heresia de Macedônio) - Macedônio I, arcebispo de constantinopla afirmava que o Espírito Santo é criatura do Filho e servente do Pai e do Filho.  Reconheciam a divindade do Filho, mas negavam a do Espírito Santo. 

 

I Concílio de Nicéia (Turquia): Tomando Constantino conhecimento dessa discussão herética e do perigo iminente de cisão na Igreja, promoveu a convocação de um concílio que se realizou na cidade de Nicéia da Bitínia, próxima de Constantinopla, em 325.

No ano 381 houve o II conc. em Constantinopla a fim de confirmar toda a fé trinitária e refutar também os pneumatômacos que negavam o Espírito Santo como pessoa divina.

                                              Heresias Trinitárias

Monarquianos: há uma hierarquia na Trindade, tendo o Pai mais completa substância divina e mais poder.

Modalistas: o Filho é apenas um modo, uma forma diversa de aparição do Pai.

Patripassianistas: foi o Pai, disfarçado em filho, que morreu na cruz.

Dinamistas: O Filho não é uma encarnação divina, mas sim uma potência do Pai.

Arianistas: Cristo não é nascido de Deus, mas é a primeira criatura que Deus fez do nada. A tal ponto Deus o uniu a si que o acolheu como Filho.

Pneumatômacos: reconheciam a divindade do Filho, mas negavam a do Espírito Santo

Triteismo:  O triteísmo teve sua máxima expressão no abade Joaquim de Fiore (+ 1202) cuja teologia foi condenada no IV Concílio de Latrão em 1215.

Fiore sustentava as três pessoas divinas com três presumíveis eras da história: a era do Pai, no AntigoTestamento, tempo da escravidão; a do Filho no Novo Testamento como um tempo da graça; a do Espírito como era da Igreja e tempo de liberdade e de profecia No campo pastoral, o triteísmo incorreria, primeiramente, numa fé politeísta a qual

acorreria para um deus conforme a necessidade. Os riscos seria um subjetivismo de uma

fé puramente individualista sem critérios de identidade para o acesso a Deus. Segundo

Bingemer e Feller os riscos permeariam com duas características:

- cada grupo teria o seu deus, gerando o relativismo moral, social e religioso;

- cria-se o deus impessoal da Nova Era que abarca todos os valores e ideais que

se contradizem e levam à anarquia.

Monofisismo (ou Nestorianismo), doutrina fomentada pelo Patriarca de Constantinopla

Nestório que afirmava que na pessoa de Cristo as naturezas divina e humana eram distintas, embora unidas numa única pessoa ou substância,  negando o título de Mãe de Deus (Theotókos) a Maria que seria genitora  apenas  da pessoa  humana de Jesus.

Em 451, o quarto grande Concílio Ecumênico de Calcedônia condenou o monofisismo. Devido à grande divisão no seio dos patriarcados (Roma contra Constantinopla, Antioquia e Alexandria contra Constantinopla) pelo entusiasmo teológico, foi determinante a carta escrita pelo papa Leão Magno ao patriarca de Constantinopla em 449.

A carta foi lida na assembléia conciliar e entusiasticamente aclamada (“Pedro falou pela boca de Leão”). Tendo sido aprovada, definiu que no Filho há uma só Pessoa (divina) e duas naturezas (divina e humana) perfeitas, sem mistura nem divisão.

Diante destes problemas que atingiam a essência do Deus cristão, a Igreja serviu-se do trabalho teológico de grandes bispos, monges e teólogos. Com isso, a Igreja buscou afirmar, para todo o corpo eclesial, a mesma fé.

Os quatro primeiros Concílios Ecumênicos são fundamentais para a fé cristã, pois, a partir deles, foi completado o Símbolo da Fé, o Credo niceno-constantinopolitano: o Deus de Jesus é a Trindade, e o Filho de Deus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Base bíblica:

Gên.1,26: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”

Gên.11,7: “Vamos, desçamos....”

Mt.28,19: “Batizai em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”

João 14,9: “Aquele que me viu, viu também o Pai”

João 14,16: “Eu rogarei ao pai e Ele vos dará outro Paráclito”

João1,1: “O verbo era Deus”

Col.1,15: “Ele é a imagem do Deus invisível...”

Heb.1,3: É o resplendor de sua glória e a expressão do seu ser”.

II Cor.13,13: Saudação trinitária da missa

PECADO E GRAÇA

04/03/2013 11:07

 PECADO

BÍBLIA: I João 5,16b-17: “Há pecado que é para a morte. Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte”

O PECADO MORTAL (ou grave)

CIC.1854 a 1861 e 1867 - Destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus, priva da graça santificante (ou estado de graça).

Se o estado de graça não for recuperado mediante o arrependimento e a confissão, causa a exclusão do reino de Cristo e a morte eterna no inferno.

É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, cometido com plena consciência. A gravidade do pecado pode ser maior ou menor: um assassinato é mais grave do que um roubo. A violência cometida contra os pais é mais grave do que contra uma pessoa estranha.

Entre os pecados “mortais” existem aqueles que “bradam ao céu”, ou seja, clamam a justiça de Deus:

O sangue de Abel (morte de inocente), o pecado dos sodomitas (homossexualismo), a injustiça para com o pobre, o estrangeiro, o órfão e a viúva.

Para que se cometa um pecado mortal é preciso três condições:

1 – Matéria grave (gravidade do ato que contraria a lei de Deus).

2 – Pleno conhecimento do caráter pecaminoso do ato e sua oposição à lei de Deus.

3 – Pleno consentimento da vontade (escolha consciente e livre para cometer o ato).

O PECADO VENIAL (ou leve): (CIC 1862 e 1863) enfraquece a caridade, impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem. O pecado venial sem arrependimento predispõe a alma a cometer o pecado grave. O pecado venial não nos priva da graça santificante (ou estado de graça), nem da salvação eterna.

O pecado venial consiste em pecar levemente contra a lei moral, ou mesmo se pecar gravemente, mas sem pleno conhecimento ou liberdade de escolha.

GRAÇA

CIC 1996:  Favor, socorro gratuito de Deus para com os homens.

Graça atual – (CIC 2000):  Intervenções divinas no decorrer da nossa caminhada

Graças temporais – É uma graça atual para nossa felicidade neste mundo, ou seja, uma intervenção divina nas nossas necessidades diárias.

Graça habitual (ou graça santificante, ou “estado de graça”) – (CIC 2000) : É um dom habitual ou permanente que nos ajuda  a agir conforme a vontade de Deus, por seu amor.

CIC 1266: A graça santificante é recebida primeiramente no batismo, juntamente com a “justificação”.

CIC 1303:  A graça santificante é aumentada no sacramento do crisma.

DIDACHÊ: PRIMEIRO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

04/03/2013 10:24

         DIDACHÊ(Lê-se: didaquê)PRIMEIRO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

O Didachê é o livro mais antigo sobrevivente da literatura cristã.

Datado  do período entre 60 a 100 d.C. ele foi originalmente composto na língua grega provavelmente dentro de uma pequena comunidade cristã judaica. Espécie de guia prático de ensinamentos para as comunidades cristãs, desapareceu, em sua forma original no final do século IV ou começo do século V, e foi encontrado, casualmente, pelo bispo grego Filoteu Bryennios, em 1873, numa codificação conservada primeiramente em Constantinopla e depois na biblioteca do patriarcado ortodoxo de Jerusalém.

O Didachê era uma espécie de manual para os cristãos novos convertidos, constituído de instruções práticas para a vivência no dia a dia e ensinamentos sobre o batismo, a Trindade e tudo aquilo que deveria crer todos os cristãos.

INDULGÊNCIA

04/03/2013 10:22

MANUAL DE INDULGÊNCIAS DA SANTA SÉ

 

Publicado em 1990 pela CNBB (Edições Paulinas, SP, 1990, pág. 15´19).

 

1. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. ( Indulgentiarum Doctrina, Norma 1)

 

2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. (Ib.norma 2)

 

3. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas. (Ib. norma 3)

 

4. Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.(Ib. norma 5)

 

5. O fiel que, ao menos com o coração contrito, faz uma obra enriquecida de indulgência parcial, com o auxílio da Igreja, alcança o perdão da pena temporal, em valor correspondente ao que ele próprio já ganha com sua ação. (Cf. cân. 994, CDC)

 

6. A divisão das indulgências em pessoais, reais e locais já não se usa, para mais claramente constar que se enriquecem as ações dos fiéis, embora sejam atribuídas às vezes as coisas e lugares. (Ib. norma 12)

 

7. Além da autoridade suprema da Igreja, só podem conceder indulgências aqueles a quem esse poder é reconhecido pelo direito ou concedido pelo Romano Pontífice.( Cf. cân. 995, 1, CDC)

 

8. Na Cúria Romana, só à Sagrada Penitenciária se confia tudo o que se refere à concessão e uso de indulgências; excetua´se o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de examinar o que toca à doutrina dogmática sobre as indulgências. (Cf. Const. Apost. Regiminae Ecclesiae Universae, 15/08/1967, n. 113: AAS 59, p. 113)

 

9. Nenhuma autoridade inferior ao Romano Pontífice pode conferir a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que isso lhe tenha sido expressamente concedido pela Sé Apostólica. (Cf. cân. 995, 2, CDC)

 

10. Os Bispos e os equiparados a eles pelo direito, desde o princípio de seu múnus pastoral, têm os seguintes direitos:

 

1º Conceder indulgência parcial aos fiéis confiados ao seu cuidado.

 

2º Dar a benção papal com indulgência, segundo a fórmula prescrita, cada qual em sua diocese, três vezes ao ano, no fim da missa celebrada com especial esplendor litúrgico, ainda que eles próprios não a celebrem, mas apenas assistam, e isso em solenidade ou festas por eles designadas.

 

11. Os Metropolitas podem conceder a indulgência parcial nas dioceses sufragâneas, como o fazem na sua própria diocese.

 

12. Os patriarcas podem conceder a indulgência parcial em cada um dos lugares do seu patriarcado, mesmo isentos, nas igrejas de seu rito fora dos confins do patriarcado e, em qualquer parte, para os fiéis do seu rito. O mesmo podem os Arcebispos Maiores.

 

13. O Cardeal goza do direito de conceder a indulgência parcial em qualquer parte, mas só aos presentes em cada vez.

 

14. Parágrafo 1. Todos os livros, opúsculos, folhetos etc., em que se contém concessões de indulgências, não se editem sem licença do ordinário ou hierarquia local. Parágrafo 2. Requer-se licença expressa da Sé Apostólica para imprimir em qualquer língua a coleção autêntica das orações ou das obras pias a que a Sé Apostólica anexou indulgências. (Cf. cân. 826, 3, CDC)

 

15. Os que impetraram do Sumo Pontífice concessões de indulgências para todos os fiéis são obrigados, sob pena de nulidade da graça recebida, a mandar exemplares autênticos das mesmas à Sagrada Penitenciária.

 

16. A indulgência, anexa a alguma festa, entende-se como transferida para o dia em que tal festa ou sua solenidade externa legitimamente se transfere.

 

17. Para ganhar a indulgência anexa a algum dia, se é exigida visita à igreja ou oratório, esta pode fazer´se desde o meio´dia do dia precedente até a meia noite do dia determinado.

 

18. O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel ao usá-los com piedade pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legítima de profissão de fé. (Indulg. Doctr., norma17)

 

19. Parágrafo 1. A indulgência anexa à visita a igreja não cessa, se o edifício se arruíne completamente e seja reconstruído dentro de cinqüenta anos no mesmo ou quase no mesmo lugar e sob o mesmo título. Parágrafo 2. A indulgência anexa ao uso de objeto de piedade só cessa quando o mesmo objeto acabe inteiramente ou seja vendido.

 

20. Parágrafo 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar´se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Parágrafo 2. O fiel deve também ter atenção, ao menos geral, de ganhar a indulgência e cumprir as ações prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão. (Cf. cân. 996, CDC)

 

21. Parágrafo 1. A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia. Parágrafo 2. Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia. Parágrafo 3. A indulgência parcial pode-se ganhar mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário. (Ind. Doctr., norma 6 e 18)

 

22. A obra prescrita para alcançar a indulgência, anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos: neles se recitam a oração dominical e o símbolo aos apóstolos (Pai´ nosso e Creio), a não ser caso especial em que se marque outra coisa (Ib. norma 16)

 

23. Parágrafo 1. Para lucrar a indulgência, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem´se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.(Ib. normas 7,8,9,10) Parágrafo 2. Com uma só confissão podem ganhar´se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança´se uma só indulgência. Parágrafo 3. As três condições podem cumprir´se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita. Parágrafo 4. Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos “impedidos”. Parágrafo 5. A condição de rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai ´nosso e uma Ave´Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.

 

24. Com a obra, a cuja execução se está obrigado por lei ou preceito, não se podem ganhar indulgências, a não ser que em sua concessão se diga expressamente o contrário. Contudo, quem executa a obra que é penitência sacramental e é por acaso indulgenciada, pode ao mesmo tempo satisfazer a penitência e ganhar a indulgência. (Ib. norma 11)

 

25. A indulgência anexa a alguma oração pode ganhar´se em qualquer língua em que se recite, desde que a tradução seja fiel, por declaração da Sagrada Penitenciária ou de um dos ordinários ou hierarquias locais.

 

26. Para aquisição de indulgências é suficiente rezar a oração alternadamente com um companheiro ou segui-la com a mente, enquanto outro a recita.

 

27. Os confessores podem comutar a obra prescrita ou as condições, em favor dos que estão legitimamente impedidos ou impossibilitados de as cumprir por si próprios.

 

28. Os ordinários ou hierarquias locais podem além disso conceder aos fiéis que são seus súditos segundo a norma do direito, e que se encontrem em lugares onde de nenhum modo ou dificilmente possam se confessar e comungar, para que também eles possam ganhar a indulgência sem a atual confissão e comunhão, contanto que estejam de coração contrito e se proponham aproximar´se destes sacramentos logo que puderem.

 

29. Tanto os surdos como os mudos podem ganhar as indulgências anexas às orações públicas, se, rezando junto com outros fiéis no mesmo lugar, elevarem a Deus a mente com sentimentos piedosos, e tratando´se de orações em particular, é suficiente que as lembrem com a mente ou as percorram somente com os olhos.

 

Observação do Autor ··Vale a pena destacar aqui a indulgência plenária que se pode ganhar uma vez por dia, para si mesmo ou para as almas; realizando uma das seguintes obras:

 

1. adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora (concessão n. 3);

2. leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora (concessão n. 50);

3. piedoso exercício da Via Sacra (concessão n. 63);

4. recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação (concessão n. 63). Para se lucrar a indulgência plenária, a cada dia, além de cumprir uma dessas quatro obras acima citadas, são também necessárias aquelas exigidas para todas as formas de indulgências plenárias: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelo Papa (Pai´Nosso e Ave´Maria, no mínimo). Além disso, é preciso, por amor a Deus, ter repúdio a todo pecado, mesmo venial, e ter a intenção de ganhar a indulgência plenária. Um belo e santo costume é oferecer a Nossa Senhora esta indulgência plenária para que ela a aplique à alma do purgatório que ela desejar. É importante que se leia cuidadosamente as Normas que regem o uso das indulgências, bem como o Manual das Indulgências; pois, além de serem riquíssimos, mostram os pontos principais da piedade cristã. Note como a Igreja, com a sua bondade de Mãe, tendo as “chaves do céu”, confiadas a Pedro e seus sucessores, quer abrir largamente o caminho para que os seus filhos possam se livrar das penas temporais dos seus pecados. Se de um lado se ensina que as almas sofrem no purgatório, por outro lado, a Igreja nos oferece este meio valioso e simples de livrar deste sofrimento tanto elas como a nós mesmos. Se tivermos de sofrer no purgatório antes de entrar no céu, podemos dizer que isto será duplamente por culpa nossa; pois, as indulgências plenárias são numerosas e as obras e orações são tão fáceis de serem cumpridas que, só mesmo por preguiça espiritual, ou por se duvidar do “tesouro da Igreja”, é que deixaremos de fazê-lo. A Igreja tem, segundo os teólogos, autoridade direta sobre os seus membros vivos, então podemos ter certeza dos efeitos das indulgências, desde que todas as exigências sejam cumpridas com a devida disposição interior. A Igreja não tem autoridade direta sobre as almas do purgatório, assim, as indulgências que oferecemos por elas são a título de sufrágio, isto é, tem o valor de petição à misericórdia de Deus pela alma. Por isso, a Igreja permite que ofereçamos mais de uma indulgência plenária a uma mesma alma, por não se ter certeza absoluta do seu sufrágio.

 

Obras e Orações Indulgenciadas

A seguir apresentamos as obras e orações enriquecidas com indulgências. Foram extraídas rigorosamente do Manual das Indulgências, aprovado pela Santa Sé e publicado em português pela CNBB, editado pelas Edições Paulinas em 1990. Essas obras e orações indulgenciadas mostram aquilo que, além da santa Missa e dos Sacramentos, é mais importante na piedade católica.

 

1. Inspirai, ó Deus

Inspirai, ó Deus as nossas ações e ajudai´nos a realizá-las, para que em vós comece e para vós termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo nosso Senhor. Amém. (Miss. Rom., 5a. feira após as cinzas, coleta; Lit. Hor., I sem. 2a. feira, laudes.)  - Indulgência parcial.

 

2. Atos de virtudes teologais e de contrição

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar atos de virtudes teologais e de contrição, nestas ou em outras fórmulas válidas. Cada ato recebe a indulgência. Por exemplo:

 

- Ato de fé: Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar e ao terceiro dia ressuscitou. Creio em tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, porque Deus, Verdade infalível, o revelou. Nesta crença quero viver e morrer.

 

- Ato de esperança: Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que, pelos merecimentos de nosso Senhor Cristo, me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar o evangelho de Jesus, como eu proponho fazer com o vosso auxílio.

 

- Ato de caridade: Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós amo ao meu próximo como a mim mesmo.

 

- Ato de contrição: Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.

 

3. Adoração ao Santíssimo Sacramento

Concede-se indulgência parcial ao fiel que visitar o Santíssimo Sacramento para adorá-lo; se o fizer por meia hora ao menos, a indulgência será plenária.

 

4. Ó Deus verdadeiro.

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente o hino Ó Deus verdadeiro. Ó Deus verdadeiro sob o vinho e o pão, a teus pés depomos nosso coração. Vista, gosto e tato dizem´nos que não, mas o ouvido acolhe tua afirmação. Cremos que é verdade, Ó Filho de Deus, tudo o que ensinaste, porque vens dos céus. Na cruz escondias o esplendor de Deus; mas aqui se ocultam corpo e sangue teus. Pois és Deus e homem como na paixão; dá-nos o que deste ao teu bom ladrão. Não vemos as chagas como viu Tomé, mas Deus proclamamos com a mesma fé. Dá-nos cada dia crer que és Senhor, única esperança, todo o nosso amor. Lembras tua morte numa refeição, e dás vida ao homem, consagrando o pão. Dá´nos nesta terra só de ti viver e outros alimentos não apetecer. Ó bom pelicano, Nosso Salvador, limpa no teu sangue todo pecador! Dele uma só gota leva todo mal, faz do mundo inteiro lúcido cristal. Jesus, que encoberto temos sobre o altar, quando te veremos ante o nosso olhar? Quando face a face nos trará assim a alegria eterna da visão sem fim? Amém.

 

5. Aqui estamos

Aqui estamos, Divino Espírito Santo, aqui estamos detidos pela crueldade do pecado, mas especialmente reunidos em vosso nome. Vinde a nós, ficai conosco e dignai´vos entrar em nossos corações. Ensinai´nos o que devemos fazer e por onde caminhar; mostrai´nos o que devemos executar, a fim de podermos, com vosso auxílio, agradar´vos em tudo. Só vós inspirais e levais a realizar nossos propósitos, só vós, que possuís com Deus Pai e seu Filho um nome glorioso. Não permitais sejamos perturbadores da justiça, vós que amais a eqüidade em tudo, Que a ignorância não nos arraste para o mal, não nos corrompa a acepção de pessoas ou de cargos. Mas associai´nos a vós eficazmente pelo Dom de vossa graça, para que sejamos um em vós e por nada nos desviemos da verdade. Unidos em vosso nome, conservemos em tudo a justiça com bondade. E assim nossas resoluções em nada se apartem de vós e consigamos no futuro o prêmio eterno por todo o bem que fizermos. Esta oração, que se costuma rezar antes de sessões para tratar de assuntos em comum, é enriquecida de indulgência parcial.

 

6. A vós, São José

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Cristo conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da divina família, o povo eleito de Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti´nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém. Indulgência parcial

 

7. Ação de graças pelos benefícios

Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém. Indulgência parcial

 

8. Santo Anjo

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarde, governe e Ilumine. Amém. Indulgência parcial

 

9. Anjo do Senhor e Rainha do Céu

a) Durante o ano

V/. O anjo do Senhor anunciou a Maria. R/. E ela concebeu do Espírito Santo. Ave, Maria... V/. Eis aqui a serva do Senhor. R/. Faça´se em mim segundo a vossa palavra. Ave, Maria... V/. E o Verbo se fez homem. R/. E habitou entre nós. Ave, Maria... V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus, R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. (Miss. Rom., dom IV do Adv., coleta.)

 

b) No tempo pascal

Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia. Ressuscitou, como disse, aleluia. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia! R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia! (Cf. Lit. Hor., ord. temp. pasc., após compl.) Oremos: Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos por sua Mãe, a Virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. (Miss. Rom., comum da B.V. Maria 6, temp. pasc., coleta.) Concede-se indulgência parcial ao fiel que piedosamente recitar estas orações, de acordo com o Tempo. Conforme louvável costume, estas orações se recitam de manhã, ao meio-dia e à tarde.

 

10. Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro de vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do espírito maligno defendei-me. Na hora da morte chamai-me e mandai-me ir para vós, para que com vossos Santos vos louve por todos os séculos dos séculos. Amém. (Miss. Rom., ação de graças depois da missa.) Indulgência parcial.

 

11. Visita às basílicas patriarcais de Roma

Concede-se indulgência plenária ao fiel que visitar com devoção uma das quatro basílicas patriarcais de Roma e aí recitar o Pai-nosso e o Creio:

 

1) no dia da festa do titular;

2) em qualquer festa de preceito; (cf. cân. 1246, 1, CDC)

3) uma vez no ano, em dia à escolha do fiel.

 

12. Bênção papal

Ganha indulgência plenária o fiel que recebe com piedade e devoção a bênção dada pelo Sumo Pontífice a Roma e ao mundo, ou dada pelo Bispo aos fiéis confiados ao seu cuidado, conforme a norma 10, parágrafo 2, ainda que a benção se receba por rádio ou televisão.

 

13. Visita ao cemitério

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.

 

14.Visita a cemitério de antigos cristãos ou “catacumba”

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério de antigos cristãos ou “catacumba”, concede-se indulgência parcial.

 

15. Comunhão espiritual

A comunhão espiritual, feita em qualquer fórmula piedosa, é enriquecida com indulgência parcial. Comunhão espiritual (Santo Afonso de Ligório) Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por vós. Mas como não posso receber-vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de vós! Ó, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em vosso amor para sempre. Amém.

 

16. Credo

Creio em Deus Pai todo´poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado a direita de Deus Pai todo´poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. Concede´se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este símbolo apostólico ou símbolo niceno-constantinopolitano.

 

17. Adoração da Cruz

Concede-se indulgência plenária ao fiel que, na Sexta-feira da paixão e Morte do Senhor, toma parte piedosamente na adoração da Cruz da solene ação litúrgica.

 

18. Ofício dos defuntos

Concede-se indulgência parcial ao fiel que devotamente recitar laudes ou vésperas do ofício dos defuntos.

 

19. Das profundezas

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente o salmo Das profundezas (Sl 129 [130]) (Tradução oficial) Das profundezas eu clamo ´ Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz!´ Vossos ouvidos estejam bem atentos, ao clamor da minha prece

´ Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? ´ Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero ´ No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra, ´ A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. ´ Espere Israel pelo Senhor mais que o vigia pela aurora! ´ Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. ´ Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa. ´ Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

20. Doutrina cristã

Concede-se indulgência parcial ao fiel que se dedica a ensinar ou aprender a doutrina cristã. N.B.: Quem, levado pelo espírito de fé e caridade, ensina a doutrina cristã, pode ganhar indulgência parcial, conforme a concessão mais geral n.1. Por esta nova concessão confirma´se a indulgência parcial para o mestre e se estende ao discípulo.

 

21. Senhor Deus todo-poderoso

Senhor Deus todo poderoso, que nos fizestes chegar ao princípio deste dia, salvai´nos hoje por vosso poder, de sorte que não nos deixemos arrastar a pecado algum neste dia, mas nossas palavras, nossos pensamentos e obras tendam sempre só ao cumprimento da vossa justiça. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Indulgência parcial.

 

22. Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus ! De joelhos me prosto em vossa presença e vos suplico com todo o fervor de minha alma que vos digneis gravar no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando com vivo afeto e dor as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi já nos fazia dizer, ó bom Jesus: “Transpassaram minhas mãos e meus pés e contaram todos os meus ossos” (SI 21,17; cf. Miss. Rom., ação de graças depois da missa). Concede-se indulgência plenária, nas sextas-feiras da Quaresma, ao fiel que recitar piedosamente esta oração, diante de uma imagem de crucificado, depois da comunhão; e indulgência parcial nos outros dias do ano.

 

23. Congresso Eucarístico

Concede-se indulgência plenária ao fiel que participar com devoção do solene rito que costuma encerrar o congresso.

 

24. Ouvi-nos

Ouvi-nos, Senhor santo, Pai todo´poderoso, Deus eterno, e dignai-vos mandar do céu o vosso santo anjo, para que ele guarde, assista, proteja, visite e defenda todos os que moram nesta casa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Indulgência parcial.

 

25. Exercícios espirituais

Concede-se indulgência plenária ao fiel que faz os exercícios espirituais ao menos por três dias.

 

26. Dulcíssimo Jesus

(Ato de reparação)

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis´nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amaríssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei. De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar´vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e, o magistério da vossa Igreja. Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares. Ajudai´nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivacidade da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis. Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém. Concede´se indulgência parcial ao fiel que recitar esse ato de reparação piedosamente, e indulgência plenária se o ato se recitar publicamente na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

 

27. Dulcíssimo Jesus, Redentor

(Ato de consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei)

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados na vossa presença os vossos olhares, Nós somos e queremos ser vossos; a fim de podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de vós pela discórdia; trazei´os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai´lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele, por todos os séculos. Amém. Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este ato, e plenária quando se recitar publicamente na solenidade de Jesus Cristo Rei.

 

28. Indulgência na hora da morte

O sacerdote que administra os sacramentos ao fiel em perigo de vida não deixe de lhe comunicar a benção apostólica com a indulgência plenária. Se não houver sacerdote, a Igreja, mãe compassiva, concede benignamente a mesma indulgência ao cristão bem disposto para ganhá-la na hora da morte, se durante a vida habitualmente tiver recitado para isso algumas orações. Para alcançar esta indulgência plenária louvavelmente se rezam tais orações fazendo uso de um crucifixo ou de uma simples cruz. A condição de ele habitualmente ter recitado algumas orações supre as três condições requeridas para ganhar a indulgência plenária. Esta concessão vem assinalada na const. Apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 18.

 

29. Ladainhas

Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela autoridade competente. Sobressaem´se entre elas as seguintes: do santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos.

 

30. Magnificat

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente o Magnificat. Magnificat: A alegria da alma no Senhor ´ A minh’alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador; ´ Porque olhou para a humildade de sua serva, doravante as gerações hão de chamar´me de bendita. ´ O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome! ´ Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que o temem; ´ Manifesta o poder de seu braço, dispersa os soberbos; ´ Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes; ´ Sacia de bens os famintos, despede os ricos sem nada. ´ Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, ´ Como havia prometido a nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. ´ Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

31. Maria, ó Mãe da graça

Maria, ó Mãe da graça, Ó Mãe da misericórdia, Do inimigo defendei´me, Na hora da morte acolhei-me! Indulgência parcial

 

32. Lembrai-vos

Lembrai-vos, ó piatíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que recorreram à vossa proteção, imploraram vossa assistência, reclamaram vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro; de vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados me prostro aos vossos pés. Não desprezeis minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus feito homem, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém. Indulgência parcial

 

33. Miserere (Tende piedade)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que em espírito de penitência recitar o salmo Miserere (Sl 50 [51]).

Tende piedade, ó meu Deus!

´ Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai´me! ´ Do meu pecado, todo inteiro, me lavai, e apagai completamente a minha culpa! ´ Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. ´ Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos.

´ Mostrais assim quanto sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. ´ Vede, senhor, que eu nasci na iniqüidade e em pecado minha mãe me concebeu. ´ Mas vós amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais a sabedoria.

´ Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.

´ fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, e exultarão estes meus ossos que esmagastes. ´ Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! ´ Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. ´ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! Dai´me de novo a alegria de ser salvo E confirmai´me com espírito generoso! ´ Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados. ´ Da morte como pena, libertai´me, e minha língua exaltará vossa justiça! ´ Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor! ´ Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais.

´ Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! ´ sede benigno com Sião, por vossa graça, reconstruí Jerusalém e os seus muros! ´ E aceitareis o verdadeiro sacrifício, os holocaustos e oblações em vosso altar! ´ Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

34. Novenas

Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir devotamente as novenas públicas que se fazem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição.

 

35. Uso de objetos de piedade

Concede-se indulgência parcial ao fiel que usa devotamente objetos de piedade, como crucifixo ou cruz, terço, escapulário, medalha, bentos ritualmente* por qualquer sacerdote ou diácono. Se o objeto de piedade for bento pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo, o fiel que usa com devoção esse objeto pode ganhar a indulgência plenária na solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, acrescentando a profissão de fé com qualquer fórmula aprovada. * Para benzer ritualmente objetos de piedade, o sacerdote ou diácono, conforme o uso do Ritual Romano sobre Bênçãos, observe as formas litúrgicas prescritas: notar que basta o sinal da cruz e que é conveniente acrescentar as palavras: “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (cf. Rit. Rom. Bênçãos nn. 1165 e 1182) Esta concessão vem assinalada na const. Apost. Indulgentiarum doctrina, normas 16 e 18.

 

36. Ofícios breves

Com indulgência parcial são enriquecidos os ofícios breves da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, do Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição e de São José.

 

37. Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar alguma oração aprovada pela autoridade eclesiástica para isso.

 

38. Oração mental

Concede-se indulgência parcial ao fiel que se entrega à oração mental com piedade.

 

39. Oremos pelo Pontífice

V/. Oremos pelo nosso Pontífice N. R/. O Senhor o conserve, o anime, e o torne feliz na terra, e não o entregue ao poder dos seus inimigos. Indulgência parcial.

 

40. Ó sagrado banquete

Ó sagrado banquete de que somos os convivas, no qual recebemos o Cristo em comunhão! Nele se recorda a sua paixão, o nosso coração se enche de graça e nos é dado o penhor da glória que há de vir. (Rit. Rom., Sagrada Com., n. 65.) Indulgência parcial.

 

41. Participação na sagrada pregação

Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir atenta e devotamente à sagrada pregação da palavra de Deus. Concede´se indulgência plenária ao fiel que, no tempo das santas missões, ouvir algumas pregações e participar, além disso, do solene encerramento das mesmas missões.

 

42. Primeira comunhão

Concede-se indulgência plenária aos fiéis que se aproximarem pela primeira vez da sagrada comunhão ou que assistem a outros que se aproximam.

 

43. Primeira missa do neo´sacerdote

Concede-se indulgência plenária ao sacerdote que, em dia marcado, celebra sua primeira missa, diante do povo, e aos fiéis que devotamente a ela assistem.

 

44. Prece pela unidade dos cristãos

Ó Deus todo poderoso e cheio de misericórdia, que por vosso Filho quisestes reunir a diversidade das nações num só povo, concedei aos que se gloriam do nome de cristãos rejeitarem toda a divisão e se unirem na verdade e na caridade, e assim todos os homens, iluminados pela luz da verdadeira fé, se reúnam em comunhão fraterna numa só Igreja. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Indulgência parcial.

 

45. Recolhimento mensal

Concede´se indulgência parcial ao fiel que participar do recolhimento mensal.

 

46. Dai-lhes, Senhor

Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para eles a vossa luz. Descansem em paz! Amém (cf. Rito das exéquias). Indulgência parcial aplicável somente às almas do purgatório.

 

47. Retribuí, Senhor

Retribuí, Senhor, a vida eterna a todos os que nos fazem o bem, por causa do vosso nome. Indulgência parcial

 

48. Reza do Rosário de Nossa Senhora

Indulgência plenária, se o Rosário se recitar na igreja ou oratório ou em família, na comunidade religiosa ou em piedosa associação; parcial, em outras circunstâncias. (O Rosário é uma fórmula de oração em que distinguimos quinze dezenas de saudações angélicas [Ave´Marias], separadas pela oração dominical [Pai´nosso] e em cada uma recordamos em piedosa meditação os mistérios da nossa redenção.) Chama´se também a terça parte dessa oração o Terço.

 

Para a indulgência plenária determina-se o seguinte:

1. Basta a reza da terça parte do Rosário, mas as cinco dezenas devem-se recitar juntas.

2. Piedosa meditação deve acompanhar a oração vocal.

3. Na recitação pública, devem-se anunciar os mistérios, conforme o costume aprovado do lugar; na recitação privada, basta que o fiel ajunte a meditação dos mistérios à oração vocal.

4. Entre os orientais, onde não existe a prática desta devoção, os Patriarcas poderão determinar outras orações em honra da santíssima Virgem Maria (por exemplo, entre os bizantinos o hino “Akathistos” ou o ofício “Paraclisis”), que gozarão das mesmas indulgências.

 

49. Jubileus de ordenação sacerdotal

Concede-se indulgência plenária ao sacerdote que, aos 25, 50, 60 anos de sua ordenação sacerdotal, renova diante de Deus o propósito de fidelidade aos deveres de sua vocação. Os fiéis que assistirem à missa jubilar do sacerdote, também eles podem ganhar a indulgência plenária.

 

50. Leitura espiritual da Sagrada Escritura

Concede-se indulgência parcial ao fiel que ler a Sagrada Escritura, com a veneração devida à palavra divina, e a modo de leitura espiritual. A indulgência será plenária, se o fizer pelo espaço de meia hora pelo menos.

 

51. Salve, Rainha

Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas! Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai´nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre! Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. (Lit. Hor., no final das completas. Indulgência parcial.

 

52. Santa Maria, socorrei os pobres

Santa Maria, socorrei os pobres, ajudai os fracos, consolai os tristes, rogai pelo povo, auxiliai o clero, intercedei por todas as mulheres: sintam todos a vossa ajuda, todos os que celebram a vossa memória.Indulgência parcial.

 

53. Santos Apóstolos Pedro e Paulo

Santos Apóstolos Pedro e Paulo, intercedei por nós.

Protegei, Senhor, o vosso povo, que confia na proteção dos vossos Apóstolos Pedro e Paulo, e conservai-o com a vossa contínua defesa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Indulgência parcial.

 

54. O culto aos Santos

Concede-se indulgência parcial ao fiel que, no dia da celebração litúrgica de qualquer Santo, recitar em sua honra a oração tomada do Missal ou outra aprovada pela autoridade eclesiástica.

 

55. Sinal da cruz

Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o sinal da cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

56. Visita às igrejas estacionais

Concede-se indulgência parcial ao fiel que visitar com devoção a igreja estacional em seu próprio dia; e se, além disso, assistir as sagradas funções que pela manhã ou à tarde se celebram, ganhará indulgência plenária (cf. Cerimonial dos Bispos, nn. 260´261).

 

57. À vossa proteção

À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. (Lit. Hor., no final das completas.) Indulgência parcial

 

58. Sínodo diocesano

Concede-se indulgência plenária uma só vez ao fiel que, no tempo do sínodo diocesano, visitar piedosamente a igreja em que o sínodo se reúne e aí recitar o Pai Nosso e o Creio.

 

59. Tão sublime sacramento

Tão sublime sacramento vamos todos adorar, pois um Novo testamento vem o antigo suplantar! Seja a fé nosso argumento se o sentido nos faltar. Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador, igual honra tributemos, ao Espírito de amor. Nossos hinos cantaremos, Chegue ao céus nosso louvor. Amém. V/. Do céu lhes deste o pão, R/. Que contém todo o sabor. Oremos: Senhor Jesus Cristo, neste admirável Sacramento nos deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que viveis e reinais para sempre. R/. Amém. (Tit. Rom. Da sagr. Com., n. 102.) Concede´se indulgência parcial ao fiel que recitar com piedade estas orações. A indulgência será plenária na Quinta´feira da semana santa depois da missa da Ceia do Senhor, e na ação litúrgica da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

 

60. Te Deum

(A vós, ó Deus)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar o hino Te Deum (A vós, ó Deus) em ação de graças, e será plenária, quando recitado em público no último dia do ano. A vós, ó Deus, louvamos,a vós, Senhor, cantamos.A vós, eterno Pai, adora toda a terra. A vós cantam os anjos, Os céus e seus poderes: Sois Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! Proclamam céus e terra A vossa imensa glória. A vós celebra o coro glorioso dos Apóstolos. Louva-vos dos Profetas A nobre multidão e o luminoso exército dos vossos santos mártires. A vós por toda a terra Proclama a Santa Igreja, Ó Pai onipotente, de imensa majestade. E adora juntamente O vosso Filho único, Deus vivo e verdadeiro, e ao vosso Santo Espírito. Ó Cristo, Rei da glória, Do Pai eterno Filho, nascestes duma Virgem, a fim de nos salvar. Sofrendo vós a morte, Da morte triunfastes, abrindo aos que têm fé dos céus o reino eterno. Sentastes à direita De Deus, do Pai na glória. Nós cremos que de novo vireis como juiz. Portanto, vos pedimos: salvai os vossos servos, que vós, Senhor, remistes com sangue precioso. Fazei-nos ser contados, Senhor, vos suplicamos, Em meio a vossos santos Na vossa eterna glória.

 

(A parte que segue pode ser omitida, se for oportuno.)

Salvai o vosso povo. Senhor, abençoai-o Regei-nos e guardai-nos Até a vida eterna. Senhor, em cada dia, Fiéis, vos bendizemos, Louvamos vosso nome Agora e pelos séculos. Dignai-vos, neste dia, Guardar-nos do pecado. Senhor, tende piedade de nós, que a vós clamamos. Que desça sobre nós, Senhor, a vossa graça, porque em vós pusemos a nossa confiança. Fazei que eu, para sempre, não seja envergonhado: Em vós, Senhor, confio, Sois vós minha esperança!

 

61. Veni Creator

(Ó vinde, Espírito Criador)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador). A indulgência será plenária no dia primeiro de janeiro e na solenidade de Pentecostes, se o hino se recitar publicamente. (Tradução oficial:) Ó, vinde Espírito Criador, As nossas almas visitai E enchei os nossos corações Com vossos dons celestiais. Vós sois chamado o Intercessor Do Deus excelso o Dom sem par, A fonte viva, o fogo, o amor, A unção divina e salutar. Sois doador dos sete dons, E sois poder na mão do Pai, Por ele prometido a nós, Por nós seus feitos proclamai. A nossa mente iluminai, Os corações enchei de amor, Nossa fraqueza encorajai, Qual força eterna e protetor. Nosso inimigo repeli, E concedei-nos vossa paz; Se pela graça nos guiais, O mal deixamos para trás. Ao Pai e ao Filho Salvador Por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor Fazei-nos sempre firmes crer.

 

62. Vinde, Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.Indulgência parcial.

 

63. Via-sacra

Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente. Com o piedoso exercício da via-sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação.

 

Para ganhar a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

1. O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.

2. Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.

3. Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.

4. Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.

5. Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora.

6. Assemelham´se ao piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.

7. Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

64. Visitai, Senhor

Visitai, Senhor, esta casa, e afastai as ciladas do inimigo; nela habitem vossos santos Anjos, para nos guardar na paz, e a vossa benção fique sempre conosco. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. (Lit. Hor., compl. após vesp. de dom.) Indulgência parcial.

 

65. Visita à igreja paroquial

Concede-se indulgência plenária ao fiel que com devoção visitar a igreja paroquial:

a) na festa do titular;

b) a 2 de agosto, em que ocorre a indulgência da “Porciúncula”.

Uma e outra indulgência poderão alcançar-se no dia acima marcado ou noutro dia determinado pelo ordinário para utilidade dos fiéis. Gozam das mesmas indulgências a igreja catedral e, se houver, a concatedral, ainda que não sejam paroquiais, e também as igrejas quase-paroquiais. (cf. cân. 516,1,CDC) Tais indulgências já estão incluídas na const. Apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 15; aqui se satisfaz aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada Penitenciaria. Na piedosa visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., “recitam-se a oração dominical e o símbolo dos apóstolos” (Pai Nosso e Credo).

 

66. Visita à igreja ou altar no dia da dedicação

Concede-se indulgência plenária ao fiel que visitar a igreja ou o altar no próprio dia da dedicação e aí piedosamente rezar o Pai Nosso e o Creio.

 

67. Visita à igreja ou oratório

Na comemoração de todos os fiéis defuntos Concede-se indulgência plenária, aplicável somente às almas do purgatório, aos fiéis que no dia da comemoração de todos os fiéis defuntos visitarem piedosamente uma igreja ou oratório. Esta indulgência poderá alcançar-se no dia marcado ou, com consentimento do ordinário, no domingo antecedente ou subseqüente ou na solenidade de Todos os Santos. Esta indulgência já está incluída na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 15; aqui se satisfaz aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada Penitenciária. Na piedosa visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., (norma 22) “se recitam a oração dominical e o símbolo dos apóstolos: Pai´nosso e Creio”.

 

68. Visita à igreja ou oratório de religiosos na festa do fundador

Concede-se indulgência plenária ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório de religiosos na festa de seu fundador e aí rezar o Pai´nosso e o Creio.

 

69. Visita pastoral

Concede-se indulgência parcial ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório, quando aí se faz a visita pastoral; e indulgência plenária, se nesse mesmo tempo assistir a uma função sagrada e presidida pelo visitador.

 

70. Renovação das promessas do batismo

Concede-se indulgência parcial ao fiel que renovar as promessas do batismo em qualquer formula de uso; e ganhará indulgência plenária, se o fizer na celebração da Vigília Pascal ou no aniversário do seu batismo.

 

Piedosas Invocações

 

Sobre cada piedosa invocação note-se o seguinte:

1. A invocação, quanto à indulgência, não se considera mais como obra distinta ou completa, mas como complemento da obra, com a qual o fiel eleva o espírito a Deus com humilde confiança no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida. A piedosa invocação completa essa elevação do espírito: ambas são como uma pérola que se insere nas atividades humanas e as adorna, ou como o sal que tempera e dá gosto.

2. Deve-se preferir a invocação que melhor concorda com as circunstâncias das ações e da pessoa: ela espontaneamente brota do coração e escolhem´se as que o uso antigo mais aprovou; delas se acrescenta uma lista, abaixo.

3. A invocação pode ser brevíssima, expressa em uma ou poucas palavras ou só concebida na mente.

 

Apraz dar alguns exemplos:

Deus meu.   -Pai.   -Jesus.   -Louvado seja Jesus Cristo (ou outra saudação em uso).   -Creio em vós, Senhor.   -Espero em vós.   -Eu vos amo.   -Tudo por vós.   -Eu vos agradeço ou Graças a Deus.   -Bendito seja Deus ou Bendigamos ao Senhor.   -Venha a nós o vosso reino.   -Seja feita a vossa vontade.      -Seja como Deus quiser.   -Ajudai´me, Senhor.   -Confortai-me.   -Ouvi-me ou Atendei à minha oração.   -Salvai-me.   -Tende piedade de mim.   -Perdoai-me, Senhor.   -Não permitais separar-me de vós.   -Não me abandoneis.   -Ave, Maria.   -Glória a Deus nos céus.   -Senhor, vós sois grande.

 

INVOCAÇÕES EM USO

(que se dão como exemplo)

 

1. Abençoe-nos com seu dileto Filho a bem-aventurada Virgem Maria.

2. Amado, Senhor Jesus, dai´lhes o descanso eterno.

3. Bendita seja a Santíssima Trindade.

4. Coração de Jesus que tanto me amais, fazei que eu vos ame cada vez mais.

5. Coração de Jesus confio em vós.

6. Coração de Jesus, tudo por vós.

7. Coração sacratíssimo de Jesus, tende piedade de nós.

8. Cristo vence! Cristo reina! Cristo impera!

9. Dignai-vos que eu vos louve, ó Virgem santa, dai´me força contra vossos inimigos.

10. Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.

11. Ensinai-me a fazer a vossa vontade, porque sois o meu Deus.

12. Enviai, Senhor, operários à vossa messe.

13. Ficai conosco, Senhor.

14. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

15. Graças e louvores sejam dados a todo momento ao santíssimo e diviníssimo Sacramento.

16. Jesus, Maria, José.

17. Jesus, Maria, José, eu vos dou meu coração e minha alma!

18. Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.

19. Mãe dolorosa, rogai por nós.

20. Meu Deus e meu tudo.

21. Meu Senhor e meu Deus!

22. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

23. Ó Deus, compadecei-vos de mim, pecador.

24. Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito.

25. Rainha, concebida sem pecado original, rogai por nós.

26. Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

27. Salve, ó Cruz, única esperança.

28. Santa Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, intercedei por nós.

29. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.

30. Senhor, aumentai a nossa fé.

31. Senhor, faça-se a unidade das mentes na verdade, e a unidade dos corações na caridade.

32. Senhor, salvai-nos, pois perecemos.

33. Sois minha mãe e minha confiança.

34. Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.

35. Vós sois o Cristo, Filho de Deus vivo.